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segunda-feira, 18 de julho de 2011

fala-me de amor

Só morrem, desaparecem de vez, as pessoas que não foram amadas.

Zélia Gattai, Cittá di Roma

domingo, 3 de abril de 2011

fala-me da vida

Quem dança não é quem levanta poeira, é quem reinventa o chão.
Mia Couto

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hoje é dia de proactividade

Certo é que há por aí muita gente mesmo "à rasca" e com algumas boas razões para se queixar.
Dito isto, e devidamente salvaguardada por essa excepção, eu cá sou muito pragmática e, às vezes, bruta como as cabras, e acho que maior parte dos que se encontram nessas situações é juventude muito acomodada, muito cheia de mimo e crente de que, um dia, o trabalho vestido de fato macaco toca à porta e traz confetis.
Eu sei, porque ando há muitos anos no meio deles, que os jovens não estão habituados a pensar no futuro. É assim, é mesmo assim. Saem do 9º ano muito contentes pelos anos de liceu que os esperam e, em vez de pensar na área que querem, pensam na liberdade que vão ter, no facto de já poderem entrar nas discotecas e no dia em que perdem a virgindade.
Depois chega o 12º, é o ai Jesus que os exames nacionais estão aí, que eu já não vou a tempo de fazer um curso de que goste e possa ser feliz no futuro, foi o 10º ano que me estragou a média. Os que não têm dinheiro vão para um curso qualquer numa faculdade pública e serão frustrados o resto da vida (ou, como sempre acontece aos que precisam de ser fortes, dão a volta por cima e se engrandecem), os que estão forrados dele, escolhem o cursinho como quem escolhe as entradas num restaurante, e os pais pagam religiosamente uma faculdade privada onde, regra geral, os seus filhos passam o dia a jogar matraquilhos ou à sueca, no bar, aquecidos por SuperBock´s fresquinhas.
E é assim, passam os anos (e sabe-se lá o que fizeram ao conceito de Bolonha e os cursos de 3 ou 4 anos), a adorar a ideia de casa, cama e roupa lavada, fazendo uma cadeira aqui e outra ali. Depois, claro, admiram-se.
Acabam o curso e percebem que na, na, ni, na, não que o mundo não é assim, não é para meninos. Que o tempo de absorverem dos professores, de ter discussões interessantes com colegas, de encher o curriculum com workshops e conferências, de pensar sobre as coisas para se poder aguentar taco a taco numa discussão, esse tempo já lá vai.
O pior é que, mesmo compreendendo isso, não se espevitam, não desatam a bater as capelinhas, não vão a todas as portas oferecer-se e oferecer coisas novas. Não olham para o mercado, não estudam as empresas onde vão e, por isso, fazem propostas estapafurdias, não oferecem nada de novo... e não percebem que, nesse tempo de limbo, não faz mal nenhum ir trabalhando numa qualquer Zara a dobrar a roupa pelas vezes todas, da sua vida, que não fizeram em casa.

Eu sou das que não se acomodam, das que passou o curso todo entre workshops, congressos e conferências, com a lata para mandar emails a investigadores de psicologia muito conhecidos e receber respostas de volta, a meter-me nos projectos dos meus professores que me faziam, ao Sábado de manhã, ir para Mira Sintra fazer avaliação psicológica a crianças de 5 anos desde o 3º ano do curso só porque sim, para ter experiência. Sou das que trabalhava de manhã, antes de ir para as aulas a distribuir panfletos para trazer 10 euros no bolso, das que entregava pastas e crahás em congressos e, depois de estar tudo nas suas salas, tirava da carteira os artigos e estudava ali mesmo. Sou das que manda emails a fazer propostas, a arriscar, a que mostra, com convicção e plena consciência de que é justo que seja paga pelos serviços que presto porque sei, e foi para isso que trabalhei, são de qualidade.

Hoje é um dia desses. Mais um passo, mais umas capelinhas, mais boas novidades, mais horas que não vão ser perdidas mas, sim, ganhas por me ir mostrar, por fazer notar que estou aqui, que cheguei para ficar e que ainda vão ouvir falar muito de mim.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Se há coisa que me eleva...

é andar de carro à noite... passar por prédios e mais prédios e ver luzes acesas. Perceber onde fica a cozinha e a sala... tentar descobrir formas e definir silhuetas. Adivinhar o que estarão as pessoas a fazer e sonhar que lá dentro vivem famílias felizes.
Perceber que há centenas de maneiras de se fazer as coisas, de se viver, de se amar e ser feliz. Que nem toda a gente vive como eu vivo. onde eu vivo e com o que eu vivo.

Desde pequenina que me fascina andar de carro à noite.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Fim-de-semana apaixonante e apaixonado

Saímos de Lisboa com passagem marcada em Brotas que, sim, é no Alentejo (muito obrigada ao anónimo que deixou um comentário muito frio, seco e pouco simpático mas um tanto ou quanto prematuro porque com aquele post não fazia ideia de onde eu ia andar nestes dois dias) mas a verdade é que, para mim, o próprio do fim-de-semana ia ser passado no Ribatejo, sim.

Mas houve mudança de planos. Amanhã conto tudo, com as devidas dicas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vai ser um bom fim-de-semana...


...no Ribatejo. Depois deste dia de loucos, acho que estou a merecer.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Estou, desde há uns dias,

com uma borbulha na testa que me irrita. Poderão ser as hormonas, direis. Sim, eram. Mas já vieram e já foram, e não levaram a borbulha com elas. O que me está a irritar e aumenta o descrédito que dão à pirralha com a mania que é crescida por ser casada.

Ontem fomos ao cinema ver o tal filme do cisne. Ainda bem que fomos. O filme é um espectáculo (queria fazer isto por sílabas para ser mais intenso mas não soube onde se põe o "C" de espectáculo quando se divide por sílabas). Se a menina Natalie não me ganha o óscar com este filme bem que pode arrumar as sapatilhas (de ballet) e dedicar-se ao filho que traz no ventre. Muito forte, muito mas muito real. Saltamos para dentro do ecran e tudo aquilo se passa à nossa volta. Tinha o João Baião atrás de mim, o que não deixou de me intrigar e gostei, mais uma vez, da minha proeza de aproveitar 5 minutos do intervalo para dar umas beijocas no meu senhor e comentar o filme e, nos outros 2 conseguir ir à casa-de-banho e voltar sem perder sequer 1s da segunda parte.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Os Domingos são sempre bons dias

e este não é excepção. Vir passar o fim-de-semana à Beloura, a mãe arranja o quarto todinho, com flores e tudo.
Descansar durante o dia de sábado, intercalando com leituras para a tese. O marido chegar (foi trabalhar, o coitado, que alguém tem de pagar contas), jantar, ver filme a comer pipocas e gomas, adormecer aninhada a ele a meio do filme e ser levada para o quarto.
Acordar hoje com pequeno-almoço de hotel preparado pela mãe e tio e agora estar aqui, deitada ao sol.

E assim se deixa alguém feliz: a histeria de a mãe me ter por aqui depois de casar não tem preço.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ao Domingo...fala-me de amor

Viver é muito fácil porque meço a partir de ti o norte e o sul. Basta que existas para que os meridianos se arrumem e os oceanos não transbordem.

Teolinda Gersão, A Árvore das Palavras

domingo, 23 de janeiro de 2011

Adoro quando isto me acontece

Regra geral chego sempre à bilheteira muito certa daquilo que quero ir ver. E ontem não foi excepção. O problema é que já estava tudo esgotado, nem um lugarzinho e ficar ao colo de alguém não era opção.

E pronto, não foi a primeira, nem a segunda nem será a última vez que isto aconteceu e eu adoro. Os filmes de que eu não espero nada são aqueles que mais me surpreendem e de que gosto mais.

Chloe, ou em português, O preço da traição.

Muito forte, muito duro, muito explícito. Mas, sobretudo, muito real. Óptimo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

sobre os sábados de manhã




Acordares prolongados, preguiça e espreguiçadelas. Suspiros. Pequeno-almoço em pijama com direito a tudo. Aiii...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

fala-me de amor

Mas haverá amor, digno desse nome, que não seja de perdição?

Luís Francisco Rebello, Todo o Amor é Amor de Perdição

domingo, 16 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Hoje o dia vai acabar bem




Programa só de miúdas. Agora só tenho de trabalhar muito hoje e ser uma boa menina, para merecer.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

E por falar em cinema - Genial


Mas só para verdadeiros apreciadores de cinema.

Conselho de amiga: não ir com sono. 121 dos 122 minutos do filme são em câmara lenta!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sobre os sábados de manhã

Ligo a televisão. Paro na TVI (esse canal de referência).

Locutor:

"H. está desesperada por ser tão ignorada. Agitada, e com os nervos em franja, desloca-se até ele. Nada. Dança à sua frente e insinua-se ruidosamente. Não está com muita sorte e, por isso, desiste, vai em busca de alguém que a possa satisfazer."

Falava-se de dois hipopotamos. Nervos em franja? Satisfazer? WHAT? 


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Unstoppable



Sobre este o que há a dizer? Vejamos:

Adoro filmes baseados em histórias reais. Só por si já é muito valioso. Essencial darmos projecção aos pequenos (grandes) milagres do dia-a-dia e aos heróis de carne e osso.

Não é um filme com muito conteúdo, nem uma história cheia de teias e reviravoltas, MAS é óptimo para quem gosta de suspense em q.b. e boas representações.

Ao ver agora o trailer, que pus aqui, apercebi-me que gostei mais do que eu pensava.

Bom, e sempre é mais um giraço no ecran:

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vida inesperada



O meu lado mole e lamechas está a adorar a série "Uma vida inesperada" da Fox Life. E aqui o Rafi Gavron está muito caliente no papel de puto rebelde.

Ide ver, ide ver.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Façam um favor a vós próprios: ide ver!



Só me apetece dizer uma palavra, e é em relação ao John Malkovich: GENIAL!