quarta-feira, 24 de março de 2010

A ver se vamos passar um dia ao Museu Berardo.
Está lá a Joana Vasconcelos e o Robert Longo.

terça-feira, 23 de março de 2010

A minha cadela é linda e tem um pelo óptimo. Parece cadela de anúncio para ração e dá imenso estilo leva-la a passear na praia.
Mas a minha cadela de bom só tem mesmo o ar.
Ela ladra que nem uma louca, nunca está quieta. Chateia como nunca vi ninguém chatear. Se a porta está fechada, quer que se abra. Se abrimos a porta, afinal não quer sair.
Acorda-me todos os dias a ladrar e vem do jardim com as patas cheias de lama de propósito que eu sei.
Não consigo comer nada sem que ela esteja sentada a olhar para mim a fazer-me sentir que não lhe dou nada para comer há mais de um mês.
Mas se ela aparecer esganada, não fui eu. Não.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eu já desconfiava que há senhores do correio e alguns estafetas que devem ter algum tendão preso ou uma preguiça crónica de tocar à campainha. Mas não queria ser mazinha e punha sempre as culpas em mim "Ai um aviso para ir levantar uma encomenda. Que distraida, não ouvi a campainha. Devia estar no banho, com a máquina a trabalhar, a pregar pregos ou sei lá o que".

Mas agora tenho a certeza. Já é a segunda vez que as coisas da Amazon não me chegam e depois dizem que tocaram e ninguém abriu....hum.... não me parece que num escritório de advogados haja gente a fazer batidos durante o dia.

OFERECE-SE RECOMPENSA

A quem me levar a ver As Obras Completas de Shakespeare que estão em palco há uma pequena eternidade, sempre de casa cheia, e que não me parece que esperem que eu tenha 50 anos e me decida a ir vê-los.

P.s.- Já agora, não comprar bilhetes para as primeiras filas porque eles metem-se muito com os que aqui ficam sentados e até chamam ao palco.

domingo, 21 de março de 2010

Ele- Amanhã tenho de ir ao Porto. Mas volto à noite. E na terça tenho de ir outra vez.
Eu- Então mas por que é que não ficas lá? Não faz sentido nenhum teres de ir e vir.
Ele- É que eu ainda não te tinha dito mas o B. queria imenso ir ao Pavilhão Atlântico ver o Star Wars e eu venho para ir com ele.

Pois, tá certo. Afinal faz sentido vires. E claro que é só o B. que quer ir ver.

Porque já há quem não se aguente na cadeira, cheio de vontade de ouvir a minha (sábia) crítica em relação ao filme que fomos ver ontem, cá vai:

(começar por dizer que foi muito giro voltar a sentir-me na adolescência. Lá estavamos as duas melhores amigas, com os seus namorados. Compramos gomas, pipocas e coca-cola.
Dizer também que fiquei fã dos cinemas do Alegro porque (como é que não se lembraram disto antes?) os braços das cadeiras dão para levantar e pude ficar muito aconchegadinha!)

Bom, mas pagam-me é para falar do filme:
- Adorei a interpretação do Mel Gibson. Pensar que esteve tantos anos atrás das câmaras e que, nem assim, lhe perdeu o jeito. Até o acho melhorzinho (deve ter aprendido por observação nestes tempos de realizador). Enfim, muito real o sofrimento que parecia sentir.
- A história em si não é nada de novo mas ainda assim consegue não ser um filme que sintamos já ter visto. Daí os parabéns à realização. O filme prende, e se prende, ao ecrã do princípio ao fim. Porque uma coisa é a história soar a familiar mas outra, totalmente diferente, é o caminho que se toma para chegar ao mesmo sítio. E passamos o filme sem saber quando vai acontecer aquilo que já sabemos que vai acontecer.
- Adorei os primeiros planos. Parecia que tudo girava à volta da expressividade e emoção que cada actor trazia consigo.
- Adorei os diálogos. Inteligentes como nunca vi. Dizer que às vezes há um desequilibrio(zinho) entre as partes de muita acção e os diálogos metateóricos. Mas pronto, assim se evita a monotonia.
- Achei que o Ray Winstone fez um papelão. É, talvez, a única personagem complexa do filme. Ficamos a perceber as suas frustrações, os seus desejos e aquilo em que acredita, de uma maneira muito subtil que ele vai deixando escapar aqui e ali.
- E ele foi a única personagem complexa porque o nosso protagonista era, de facto, alguém sem profundidade nenhuma. Completamente linear, com um objectivo assumido e muito ao género do filme Taken. Até a parte final me cheira a copianço do Taken (aquela do pedir ao mau para dizer o nome da filha).

Conselho de amiga: não estejam a comer pipocas nos primeiros cinco minutos. Eu avisei.

Se isto é normal

Consta por aí que o melhor pequeno-almoço do ano é o da Meia-Maratona.
Então vejamos:
- O pequeno-almoço é a minha refeição preferida. Podia até não comer mais nada durante o dia mas não me podem tirar aquele prazer matinal.
- Este ano ficou ele de organizar o que? A Meia-Maratona. Que tem o que? O melhor pequeno-almoço de sempre.

Agora, segundo a lógica , tentem adivinhar o que se passou hoje de manhã:

a) Ele foi um amor e veio cá a casa acordar-me com beijinhos, esperou que me vestisse e fomos juntos.
b) Não me lembrou que era dia de pequeno-almoço único e especial e eu comi um papo seco.
c) Mandou-me uma mensagem ontem à noite para eu não me esquecer e pôr o despertador para as 7 da manhã...
...
...
...
...
...
...
a) Ele foi um amor e veio cá a casa acordar-me com beijinhos, esperou que me vestisse e fomos juntos.
b) Não me lembrou que era dia de pequeno-almoço único e especial e eu comi um papo seco.
c) Mandou-me uma mensagem ontem à noite para eu não me esquecer e pôr o despertador para as 7 da manhã...

sábado, 20 de março de 2010


DESTE INVERNO SIM?

Diz quem sabe

Luís Campos e Cunha ontem no Público sobre o PEC:

Mas há alguns pecados neste PEC. Antes de mais e que fique claro, há subida de impostos. Não vale a pena escamotear a questão, entrar em linguagem cifrada ou em jogos de semântica: o IRS aumenta, como todos (ou praticamente todos) iremos ver e pagar. Para o mesmo rendimento bruto, uma família que ganhe pouco mais do que o salário mínimo, com as novas regras, vai pagar mais impostos. E a isso chama-se aumentar impostos. Por aumento de taxa ou por menores deduções fiscais de saúde ou educação, é irrelevante, paga-se mais. Dizer o contrário é perder credibilidade.

Segundo pecado: o adiamento de alguns dos grandes investimentos públicos não contempla adiar o TGV para Madrid e a nova ponte sobre o Tejo. Ou seja, o exemplo mais acabado de desperdício não foi cortado. Se há coragem a menos ou casmurrice a mais, não sei, mas é um péssimo exemplo. É natural que os outros ministros das Finanças europeus não se queixem, porque o negócio é bom para alemães ou franceses. Se Portugal, através do seu governo legalmente constituído, deseja fazer asneiras, para quê mais aborrecimentos, tanto mais que os beneficia. Para garantir os pagamentos dos investimentos no TGV-Madrid e os prejuízos de exploração anuais teremos menos despesa social em educação, na saúde e reformas mais baixas. As estradas secundárias ficam numa miséria, mas teremos um comboio de luxo. Quem não protesta, tem o que merece.

sexta-feira, 19 de março de 2010

O grande de Portugal (#7)

Ora bem, para este fim-de-semana vou sugerir que corram a aproveitar os últimos flocos de neve que caem pela Serra (yupiii, é mesmo com muita alegria que anuncio a chegada da primavera).

Bem, mas por isto até eu acedia a calçar as minhas melhores luvas. No site http://www.turistrela.pt/online/index.php podem, então, escolher entre dois hóteis ou os chalés...
Não se imaginam já em frente à lareira com um copo de vinho e a ver nevar lá fora? Não? Sou só eu? Tá bem.


Hoje é dia do Pai

Existe algo ilimitado no amor de um pai,
algo que não pode falhar,
algo no qual acreditar
mesmo que seja contra o mundo inteiro.
Nos dias da nossa infância,
gostamos de pensar
que nosso pai tudo pode;
mais tarde,
acreditaremos que seu amor
pode compreender tudo.
Frederick Faber


quinta-feira, 18 de março de 2010

O grande de Portugal (# 6)

Considerado um dos melhores restaurantes de Lisboa. Morro de curiosidade de lá ir desde que o descobri, numa revista, durante uma aula muito aborrecida no primeiro ano da faculdade. Ah, que confortável anfiteatro era aquele!
 O Faz Figura fica na Rua do Paraíso. Sugestivo!


As 5ªs de manhã: Lição nº3

Sumário: (História Mundial) O APARTHEID
Próxima lição: (Património) Os Jerónimos


O termo Apartheid diz respeito a uma política racial implantada na África do Sul. De acordo com esse regime, a minoria branca, os únicos com direito de voto, detinham todo poder político e económico no país, enquanto à imensa maioria negra restava a obrigação de obedecer rigorosamente a legislação separatista.
 
A política de segregação racial foi oficializada em 1948, com a chegada do Novo Partido Nacional (NNP) ao poder. O apartheid não permitia o acesso dos negros às urnas, além de não poderem adquirir terras na maior parte do país, obrigando-os a viver em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento geográfico. Casamentos e relações sexuais entre pessoas de diferentes etnias também eram proibidos.

A oposição ao apartheid teve início de forma mais intensa na década de 1950, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lançou uma desobediência civil. Em 1960, a polícia matou 67 negros que participavam de uma manifestação. O Massacre de Sharpeville, como ficou conhecido, provocou protestos em diversas partes do mundo. Como consequência, a CNA foi declarada ilegal, seu líder, Nelson Mandela, foi preso em 1962 e condenado à prisão perpétua.
 
Com o fim do império português na África (1975) e a queda do governo de minoria branca na Rodésia, actual Zimbabwe (1980), o domínio branco na África do Sul entrou em crise. Isto veio intensificar as manifestações populares contra o apartheid. A Organização das Nações Unidas (ONU) tentou dar fim à política praticada no país. O presidente Piter Botha promoveu reformas, mas manteve os principais aspectos do regime racista.


Com a posse de Frederick de Klerk na presidência, em 1989, ocorreram várias mudanças. Em 1990, Mandela foi libertado, e o CNA recuperou a legalidade. Klerk revogou as leis raciais e iniciou o diálogo com o CNA. A sua política foi legitimada por um plebiscito só para brancos, 1992, no qual 69% dos eleitores (brancos) votaram pelo fim do apartheid.

Klerk e Mandela ganharam o Prémio Nobel da Paz em 1993. Em abril de 1994, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições multirraciais do país.
O Parlamento aprovou a Lei de Direitos Sobre a Terra, restituindo propriedades às famílias negras atingidas pela lei de 1913, que destinou 87% do território à minoria branca.
As eleições parlamentares de 1999 foram vencidas pelo candidato indicado por Nelson Mandela, Thabo Mbeki, descartando qualquer tentativa de retorno a uma política segregacionista no país.

Adaptado de Wagner de Cerqueira e Francisco

quarta-feira, 17 de março de 2010

Este meu amor

Hoje o que quero dizer é que me sinto realmente privilegiada por viver um amor daqueles que vivo. Um amor puro. Daqueles de verdade, porque parece que hoje já ninguém se apaixona de verdade.
Porque eu amo sem razão, não há nenhuma questão prática atrás disto e nem sequer o amo porque me dá jeito. No meu amor há romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. Este meu amor dá para fazer loucuras, dá-nos uma confiança tão grande que nos dispomos a dar saltos no escuro, faz-me morrer de saudades infinitas, faz-me rir, faz-me chorar, faz-me não perceber nada. Porque o amor não é para se perceber. E não sou a primeira a sentir e a falar destas coisas, nem serei a última porque sei que muitos se identificam com isto que para aqui transponho:
As relações nascem, hoje, porque dão jeitinho. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos.Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?O amor é uma coisa, a vida é outra.O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos.Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.Amor é amor. É essa beleza. O amor é uma coisa, a vida é outra.A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.O amor é uma coisa, a vida é outra.A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
"A vida dura a Vida inteira, o amor não.Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

terça-feira, 16 de março de 2010

Habemus Bilhetes!

Boletim da noiva: Já cá cantam os bilhetes para a lua-de-mel!


Desde que o homem é homem que há a consciência de que há algo para além do comportamento visível. E talvez tenha sido isso que foi empurrando a Psicologia no sentido de se desenvolver e construir como ciência, que é.
Mas parece que quando somos jovens só o que se vê é que existe. E tenho para mim que é essa insistência em só acreditar e seguir aquilo que podemos ver e tocar que faz com que, tantas vezes, nos contentemos com respostas vagas e, na maioria das vezes, nem as procuremos.
Assim, fui aprendendo a passear por entre os livros e as gentes, na busca do que não está escrito, nem dito, nem expressado. Procuro, hoje em dia, o que se anseia esconder, o que se procura disfarçar, o que se prefere calar. Porque são essas coisas que revelam essências, são essas coisas que vão mais fundo e nos desnudam.
E depois há aqueles dias em que penso nisto tudo mas faço a ponte com esta minha (quase) profissão. É que às vezes não calamos, escondemos ou disfarçamos deliberadamenre. Estou consciente de que quando os pacientes chegam à psicoterapia não têm uma perspectiva organizadora e adaptativa em relação ao seu problema porque foram, simplesmente assim, passando pelos anos exibindo uma forma de funcionar que se lhes revelava útil nas relações (com os outros, mas sobretudo consigo).
Mas, esquecem-se, adaptação tem a ver com a sobrevivência, desenvolvimento e bem-estar. Mas quando não somos genuinos não alcançamos o bem-estar. E sem bem-estar, ninguém sobrevive.
E com tudo isto, hoje compreendo que não há, nem tem de haver, pressa para ver os resultados em psicoterapia, que o funcionamento psicológico que mais nos faz ressoar são as emoções: os meus pacientes vão sentir-se tão mais compreendidos quanto mais as suas emoções forem, por mim, ressoadas, que o importante é mostrar que tudo é conversável e, assim, conquistar a sua confiança e assegurar que há condições para que dois eu´s se tornem num nós em que a minha emocionalidade pode e deve guiar-me nas minhas decisões terapêuticas.
Porque a terapia é feita a dois e porque o resultado final da terapia é o acumular de todas as micro-mudanças que vão acontecendo ao longo do processo, hoje sei que cada caso é um caso mas não é mais um caso. Faz a diferença, faz uma diferença.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um dia destes (#6)

Gostava que me levasses aqui a almoçar. O FoundYou fica na Travessa dos Inglesinhos, no Bairro Alto. É garantido para quem gosta de fondue. Eu! Eu!


domingo, 14 de março de 2010

Kseniya Simonova é uma artista performática ucraniana que cria animações com areia. Nascida em 1985, foi a vencedora da versão ucraniana do Britain's Got Talent em 2009.
Na sua apresentação vitoriosa, fez uma animação retratando a vida na União Soviética durante a Grande Guerra Patriótica contra o Terceiro Reich na Segunda Guerra Mundial.

Guia para Pais modernos*

Já nos dizia Brazelton que, depois do amor, a disciplina é o segundo presente mais importante que um pai pode dar a um filho porque é nela que a criança encontra a segurança: sem ela não há limites e as crianças precisam de limites para se sentirem seguras com eles.
Mas a disciplina, desconfundam-se as mentes, tem a ver com ensino e não com a punição: é promover o autocontrolo ajudando a criança a formar todos aqueles padrões internos de que irá necessitar ao longo da vida.
E porque cada um de nós é único e original, porque todos os pais reconhecem a magia da unicidade de cada um dos seus filhos, também a disciplina tem de ser adaptada a cada criança. São precisas regras e expectativas claras e consistentes e as consequências do seu desrespeito devem fazer sentir-se com firmeza.
"Uma criança sem disciplina é uma criança que não se sente amada". Mas Pais, não esperem nem exijam qualquer espécie de gratidão por parte dos vossos filhos até que estes experimentem as alegrias e os desafios de educarem os seus próprios filhos.


*Algo que me fascina é a nossa influência determinante no modo como as gerações futuras crescem e se formam como pessoas. Assim, decidi que irei partilhar algumas teorias pedagógicas com que me vou cruzando dentro dos meus pensamentos.

sábado, 13 de março de 2010

Já vi mil vezes e acho sempre lindo

O grande de Portugal (#5)

E para quem não vai ao Fé e Justiça, pode ponderar seguir até à Herdade do Touril, na Zambujeira. Bom fim-de-semana!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Hoje é aquele dia em que sufoco de saudades da Ásia

Porque tudo na Ásia me marcou, tudo é puro: o ar, as pessoas, os sentimentos, as paisagens.
É como se o homem nunca lá tivesse chegado.

Tenho saudades do cheiro daquelas terras, de andar descalça, de toda a gente me sorrir.
Tenho saudades da comida e de dormir sem lençóis.
Tenho saudades de viajar horas infinitas, mas não perdidas, de autocarro.
Tenho saudades de cumprimentar os monges e me perder à conversa com eles sobre os seus costumes.
Tenho saudades de beber sumos de fruta de manhã à noite. Passear de tuc-tuc ou de elefante.
Tenho saudades de invejar aquela maneira de estar na vida. Preciso de me lembrar outra vez que é mesmo possível viver um dia de cada vez. Cada um tem o seu negócio e o que interessa é o que se faz nesse dia. Depois ir para casa, perto da família, rir e falar muito depressa e o amanhã logo se vê.
Tenho saudades de entrar numa loja e as crianças estarem por ali e a senhora ao telefone e só desligar se eu quiser comprar qualquer coisa. Claro, por que é que não pensamos nisto antes? Por que é que as empregadas da loja  não podem estar ao telefone ou ver televisão se a maioria das pessoas só entra para "dar uma vista d´olhos?"
Tenho saudades do pôr-do-sol nas praias da Indonésia. Nunca verei nenhum mais bonito. Tenho a certeza.

Tenho saudades daquela sensação de viver. Viver com letra grande. Sim, é isso que a Ásia faz em mim.

Dias de sol

Os dias de sol têm em mim este efeito. Dá-me logo vontade de saltar para a rua, ir a pé, ver as gentes. Fico com mais vontade de trabalhar, estar com elas ao fim da tarde, rir, chegar à cama cansada.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Os anos ainda estão longe

mas há sempre quem goste de ir adiantando serviço e aproveitar as promoções!