quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mário Quintana

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Onde há crise há esperança

"O problema não é se dói ou se não dói, é como é que vivo a dor, com que sentido, com que integração, com que compreensão dos outros, avaliando em que medida é que essa dor me ajuda a crescer e a humanizar-me."

really?

Nas estatísticas deste blogue, na secção que me diz as palavras mais pesquisadas no google que acabam a vir dar aqui, está lá bem escrito que 5 pessoas vieram cá parar porque pesquisaram a seguinte frase:

"banho turco rapaz massagem nua tocou"

What?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

no outro dia,


estive em Viseu uma hora, para a Missa, e fiquei cheia de vontade de lá voltar e conhecer melhor.
Tinha um ar tão giro...


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tomei uma decisão difícil

Vou oferecer a mim própria a espectacular coisa de..... ter fim-de-semana!
Sim, mesmo fim-de-semana. Sem horas para acordar, com aquela coisa do "hummm, deixa lá ver o que tinha para fazer agora, hummmm, pois vou ver o que está a dar na televisão.... humm, alguém ligou? Não? Então vejo mais um bocadinho de televisão".

É isto mesmo. Descansar, recuperar o meu estado débil de saúde. Preciso de visitar os meus pais e tenho uma festa de 1 ano no Domingo. Fora isso a nada mais estou moralmente obrigada.

Há tanto tempo que não sei o que é acordar sem despertador ou não ligar o computador para ver emails...
E se, por um mero acaso, acabar aqui sentada a adiantar coisas, não é por obrigação nem me vou sentir cansada. Vou fazê-lo só no caso de não estar a dar nada interessante e não tiver nada para fazer. Que eu cá não sou de papar porcarias na televisão só porque sim e ao menos adianto serviço!

Vamos lá ver como corre, vou estranhar!

com isto

do meu homem não ter trabalhado na terça-feira fiquei toda baralhada dos dias e esta semana, embora eu tenha trabalhado todos os dias, parece-me minúscula. Mas não é, e o meu corpo confirma.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

e agora

metemo-nos na organização da Peregrinação, o que até Maio acaba com as únicas horas livres do meu dia que eram das 21h às 00.00h, que isto de se organizar uma peregrinação a Fátima para cerca de 450 pessoas em dois meses não é pêra doce.

Acreditando que temos sempre mais para dar, que podemos sempre acrescentar e com esta vontade sempre presente de querer proporcionar aos outros fortes encontros com Deus.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

mais um dia,

mais uma hipótese, mais de mim, mais chá e bolachas de água e sal, mais olheiras, mais esforço, mais gratificação, mais vida, mais crescimento.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

bem mascarada

de doente.
Incluiu vómitos e tudo.
Mesmo assim por aqui não se parou de trabalhar e nestes dias não houve tolerância de nenhuma espécie.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

APTCC

Cá vou eu... vamos lá ver no que isto dá!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

andar

sempre em frente. nunca parar. talvez abrandar de vez em quando, porque permite dar melhor cada passo. mas nunca parar. pensar. não pensar sempre o mesmo nem da mesma forma. sair da zona de conforto, ficar incomodada com os próprios pensamentos. e receosa. ousar. ousar dizer esses pensamentos em voz alta, quem sabe um dia até dizê-los a alguém. não há limite para o que podemos fazer quando arriscamos, saímos da caixa e rasgamos as arestas do quadrado a que, maior parte do tempo, estamos confinados.

Apetece-me não trabalhar hoje, não planear mil workshops e animar bonequinhos. Hoje apetecia-me arrancar com não sei quantos projectos que trago em mim. Escrever na folha branca os que ainda não escrevi e dar um empurrão aqueles que estão ali, na pasta que diz "projectos" dentro da pasta "trabalho" do meu desktop.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Diz o Gameiro

Na parada do amor existe uma necessidade de agradar, diminuem-se as diferenças e as possíveis divergências. Porém na vida a dois, no quotidiano, este princípio é difícil de conservar.
O casal perante as diferenças, e convencido de que estas podem ser um sinal perigoso para desentendimentos, procura no silêncio um escudo de protecção contra eventuais conflitos. O silêncio dá-lhes a vã ilusão do acordo entre ambos.
--
O conselho mais sábio que a minha sogra me deu antes de casar foi o de nunca adormecermos zangados. Certo é que ainda só passou um ano e meio mas Deus lá sabe o quão útil já foi ter ouvido aquelas palavras. Nesta tourada a dois, sentar, ouvir, não deixar de dizer é, quanto a mim, regra de ouro.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

15 Fevereiro

"Aí vais tu, montas no tempo alado, que te leva, sobre a orla da vida que não tocas. Cobres-te com o ouro que colhes nas tuas viagens e sonhas que o brilho é o sol que aquece a tua noite escura e fria. Mas sabes-te iludido, um menino assustado e só, que canta para si canções de embalar. E então correr, corres, para que o tempo veloz te suspenda na superfície da vida que tanto desejas e temes."

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Valentine

Meu amor, sabes como não ligo nada a estas datas que alguém decidiu impor.
Assim, aproveito e desejo-te já, desde hoje até 2067, FELIZ DIA DOS NAMORADOS.

Olha que bem que ficaremos:

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

eu fui/sou

aquele género de pessoa e de amiga que nunca deu muito espaço para o lamento de relações falhadas.
Mil vezes um namoro que acaba do que qualquer coisa, que nem pode ter nome, entre duas pessoas que se arrasta sem que a totalidade dos dois seres esteja investida.
Porque sou uma pessoa de fé e porque acredito que há mesmo um caminho de felicidade para cada um, o passo seguinte era partir em busca daquilo que nos está reservado.
E só parar quando se encontra.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

6 anos e 2 meses de namoro

e continuo a adorar celebrar todos os dias 10. Acho que isto nos reinventa, nos desafia, nos aproxima.
Apaixonar-me outra vez, todos os meses. Porque casar não é perder o namorado, é passar a tê-lo ali, mais perto.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

das conquistas

o pior das relações é a incerteza. Das relações e não só. Sei lá, de tudo na vida. Ou bem que se anda ou que não se anda. Não se saber é terrível. Ou bem que se tem trabalho ou não se tem, ficar na expectativa é agonizante. Saber que aqueles que amamos estão bem é reconfortante, saber que estão mal dói, mas não saber deles pode ser um desespero... e muitos outros exemplos poderia soltar aqui.
E agora, para que isto não fique com um tom muito dramático, explico por que raio me lembrei disto: é que finalmente estou perfeitamente em paz com a relação com este blogue. Ou conjunto de textos. Ou delírios.
Ninguém que tem um blogue pode dizer que não gostava de vir a ter o destaque que tem uma Pipoca Mais Doce, uma Polo Norte ou uma Cocó na Fralda. É mentira. Todos gostaríamos de ter tanta audiência, saber que contamos com umas boas centenas (milhares?) de visitas por dia, que há quem esteja realmente interessados no que dizemos.
Provavelmente quando criamos o nosso blogue fazemo-lo inspirados por esses exemplos e piamente convictos de que também conseguimos esse estrelato.
Mas depois a realidade apodera-se e verificamos que não temos assim tanto para dizer. Pior, vemos que até poderíamos ter coisas para dizer mas que se encaixam em duas categorias: ou não interessam a mais ninguém que a nós próprios ou ultrapassam em larga escala o grau de auto-revelação que queremos atingir.
Não quero que todos saibam de tudo, não quero sequer passar a imagem de que a minha vida é mais interessante ou perfeita do que realmente é, não quero utilizar o blogue para carpir mágoas atrás de mágoas e passar a ser a alma sofrida da blogosfera.
A serenidade foi atingida ao assumir que quero utilizar o blogue para aquilo que o utilizo agora. "Falar"quando não há ninguém à minha volta para ouvir. Quando passo horas infinitas ao computador, antes a estudar e agora a montar formações, palestras, workshops, e sinto necessidade de comentar o que quer que seja e mandar um pequeno desabafo.
E pronto, sem pretensões de que isto um dia seja publicado, sem a sensação de que poderei vir a ser julgada e, muitas vezes até um pouco envergonhada com tanta - que afinal é tão pouca - exposição. Sim, porque fico muito atrapalhada sempre que descubro que alguém que conheco perde tempo a ler estas coisas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

fico de boca aberta

com a forma inconsciente como muitos pais perpetuam as dificuldades dos seus filhos e, tantas e tantas vezes, contribuem para as acentuar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

das aprendizagens

Houve um post que pode ter sido mal interpretado um dia destes, lá atrás. Em que dizia que podia ter ganho 4000 e tal euros numa semana se ganhasse 100 eur à hora.
Não era objectivo gabar umas míseras 8 horas de trabalho por dia porque isso até é bem menos do que estava habituada (devo lembrar que 14/15h era a minha média de horas de estudo/estágio/tese por dia?) e muito menos era objectivo dizer que merecia esse dinheiro todo por hora de trabalho.
Na minha cabeça o raciocínio continuava "Se ganhasse 50eur/hora, teria feito 2000 e tal, se ganhasse 25eur/h teria ganho 1000 e tal, se ganhasse 12,5eur/h seriam 500, se ganhasse 6eur/h seriam 250..."
Como não ganho nada, não recebi nada!
A vantagem de se trabalhar, em contexto profissional sem receber nada é que aprendemos a buscar gratificações de outras maneiras. Nos sorrisos, nos elogios, nas conquistas, no aumento do volume de trabalho. Aprendemos, quando a situação não se arrasta por tempo infinito que nos leve à frustração, a dar sempre mais e mais como forma de provar o nosso valor e que possamos, um dia, fazer a diferença na equipa em que nos inserimos.
Espero vir a conseguir porque o esforço, esse pelo menos, é presença constante no dia-a-dia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

esta história dos maridos

pode ser um bocadinho como a história das Mães. Todos achamos que a nossa é a melhor do mundo, mesmo sabendo que o vizinho do lado está convicto que a dele é que é.
E se com as Mães a coisa até pode ser mais ou menos irracional e totalmente tomados de sentimentos pirosos e sensação de gratidão pelo seu contributo à nossa existência, com os Maridos é bom que achemos mesmo isto porque afinal de contas, salvo raras excepções, fomos nós que escolhemos.
Com o dia-a-dia a facilidade de encontrar as coisas perfeitas do melhor do mundo vai-se desvanecendo. É natural.
O que precisamos é de não nos esquecermos que ele é, de facto, o melhor do mundo e fazermos este jogo de detectives em busca constante de tudo o que o possa provar.
E adoro isso. Este exercício de olhar às pequenas coisas, à loiça tirada da máquina sem eu perceber, ao sumo de abacaxi com hortelã no frigorífico à hora do pequeno-almoço, ao meu pijama em cima do aquecedor quando volto de lavar os dentes.
Às vezes digo alto, mesmo sabendo que não é verdade, que ele não tem defeitos nenhuns. E isso ajuda, e aperta os abraços.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

frio do caneco

Nunca, nunca, nunca gostei do Inverno.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

já agora

Parabéns ao meu Paizinho. 52 anos desde que nasceu e 26 desde que ficou noivo!

Ponto de situação a meio da tarde

Sábado. Os dois a pé desde as 09.30.
Ele sai para ir ajudar o primo a mudar de casa.
Eu faço a cama, arrumo a cozinha. Arrumo a sala. Arrumo o estendal todo do meu trabalho da semana para fingir que ainda temos mesa de jantar. Recolho a roupa, ponho mais a lavar.
Sento-me um bocadinho a ver Grey´s Anatomy que gravei ontem.
Estoira o quadro da luz. Botão para cima, botão para baixo. Nada. Não posso lavar roupa, não posso aspirar, não posso tomar banho, não posso ligar o aquecedor e estou a congelar. E o congelador a derreter.
Ligo-lhe. Ele vem. Percebe que houve curto circuito na cozinha. "Mexeste na Bimby?'" " Não" "Mexeste, sim" "Arrumei-a, só". Pois, mas não secou. Fez curto circuito. Já está. Já agora, pede ele, podiamos mudar o microondas de sitio. Dá lá um jeitinho. Volta a sair montado na sua carrinha.
Limpo, mudo o microondas. Tento acabar o episódio. Não dá. Estamos sem televisão. Espero meia hora enquanto arrumo o quarto. Nada.
Ligo para a MEO. 1h15min ao telefone. Ficou resolvido. No meio aqueci a sopa, assei umas castanhas e foi isso que almocei, sentada no chão em frente à box, enquanto ligava e desligava cabos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ainda me lembro...

... do dia em que, junto à lareira, informei os meus pais que ia sair do curso de Biologia na Faculdade de Ciências. Não sabia para onde ia, mas que ali não continuava.
Seguiu-se a informação de que nas duas semanas seguintes estaria por aldeias de Portugal a fazer Missão. A dar comida à boca nos lares, a ajudar nos ATL´s, a falar em aulas de formação cívica e a bater porta-a-porta para fazer companhia aos esquecidos das suas vilas.
Na cara dos meus pais estava a ausência de expressão. A filha dos 18´s, 19´s e 20´s que sempre quis ser Bióloga, que agora punha tudo para trás das costas e partia sem rumo.

Ainda me lembro de, num dia dessas duas semanas, a Srª Isabel, internada num centro de saúde, ter feito xixi pelas pernas abaixo enquanto insistia em comer M&M´s convencida de que eram comprimidos. Foi esse, esse momento exacto em que lhe trocava a fralda que eu decidi que ia para Psicologia. Que não bastava mudar as fraldas, que tinha de saber o que se passava na sua cabeça. Como se passava.

Cheguei a casa e dei a notícia. Desde então encontrei o meu lugar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

às vezes

queria falar mais do meu trabalho mas, depois, sinto que exponho algo que na verdade não é meu. São vidas. Vidas de outros. Vidas que não se sentem iguais às outras. Vidas sofridas, com lutas que não sentem força para vencer.
Gosto dos dias que são enormes. Tão grandes que parecem dois. Em que estudo, aprofundo, vejo, aprendo, oiço, bebo. Bebo sofregamente a experiência daqueles que estão à minha volta, que levam muitos mais anos disto e que tocam essas vidas muito melhor do que provavelmente um dia eu vou conseguir.
Ontem, alguém que admiro e respeito muito, já com bons anos de vida e outros tantos livros publicados, disse acreditar que o futuro está no ensino e intervenção online, no chegar às pessoas da forma como hoje é mais fácil chegar. E sinto-me bem, reconfortada, por sentir que é aí, nesse futuro, que eu ando a investir os meus dias.

Não fosse esta porcaria deste corpo que parece que anda avariado, com análises a chegar cada vez pior, a fazer acentuar o cansaço e dar-me sono muito cedo, e tudo estaria perfeito.
Tratar de mim primeiro devia ser prioridade. Mas quero acreditar que posso tomar conta dos outros e ir tratando de mim. Tudo ao mesmo tempo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

já agora

(e depois acaba-se o estrelato,sim?) Essa coisa das estátuas não faz sentido nenhum. Por que raio quereria eu ser eternizada num metal qualquer e ficar especada no meio da rua para ser vista por pessoas que não conheci de lado nenhum? Parece-me parvo.

adoro o meu novo hate friend

que me manda mensagens verdadeiramente estimulantes aqui para o estaminé. Obrigada.
Adoro ainda mais que seja anónimo por isso não sei a quem devo agradecer o facto de me ajudar a ser uma pessoa mais esforçada e tolerante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Se eu ganhasse 100eur à hora

Numa semana de trabalho mais o dia de hoje, teria feito 4800eur.

Mas não ganho.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Para quem não leu isto no facebook

" 25 de Dezembro. Foi o último dia do André na redacção. Sentou-se à mesa, no bar, como se fosse ficar ali para sempre. Como se aquela fosse a sua casa. Como se a dedicação e o brilhantismo de seis meses de estágio fossem suficientes para garantir um lugar entre nós.

O André foi o melhor estagiário que passou por aquela redacção desde que cheguei. O André trabalhou dia e noite, fez sábados, domingos e feriados. Dispensou folgas, esqueceu horários, correu, transpirou, apanhou chuva, frio e voltou sempre com aquele sorriso de quem ama o jornalismo. O André fez reportagens brilhantes: entrevistou ministros, pescadores, sem-abrigo, artistas de circo, sempre com o mesmo rigor, a mesma dedicação, o mesmo profissionalismo. O André aprendeu a editar, a legendar, a sonorizar e a escrever como poucos. O André será um grande jornalista deste país, se o país deixar. O André foi-se embora no dia de Natal, depois de mais uma jornada de intenso trabalho na redacção. Acabou o estágio.

A crise. A crise. A “crise diz” que não há espaço para o André numa empresa com nove milhões de lucro. O André não é bom. O André é muito bom. Mas ser muito bom não chega num país liderado por medíocres. E é este o drama da geração do André. Esqueçam esse eufemismo da “geração à rasca”. Esta é a geração sem futuro num país liderado por uma geração parida pelas “vacas gordas” do cavaquismo à qual o guterrismo deu de mamar. É esta, sim. É esta a geração que mostrou o rabo indignada contra o aumento de meia-dúzia de tostões nas propinas. Tão rebeldes que eles eram.

A reforma da legislação laboral deve ser feita em nome dos miúdos como o André e não para desafogar empresas que em dez anos acumularam mais de 500 milhões de lucro. O ponto de honra tem de ser outro: valorizar o mérito e conceder oportunidade a quem mostra que tem valor. Dói? Vai doer a alguém, claro. Vai doer a quem está há anos encostado, por preguiça, a fazer os serviços mínimos na empresa, a quem não acrescenta valor, a quem não veste a camisola, nem está disposto a inovar e a tentar fazer diferente todos os dias. A esses vai doer. Que doa!

Essa reforma deve ser feita tendo por base a ideia de que um estagiário como o André, brilhante, depois de seis meses a pagar para trabalhar, não pode não ser absorvido por uma empresa que dá nove milhões de lucro. Não pode. Doa a quem doer. Se para isso é preciso flexibilizar o despedimento do medíocre, do preguiçoso, do incompetente, vamos a isso. Um país que desperdiça a geração do André é um país condenado. Estes miúdos já não exigem um emprego para a vida. Querem apenas uma oportunidade.

Deixemo-nos de utopias, de facto. Esta será mais uma reforma perdida para a maioria. O André continuará a enviar currículos. As empresas vão aproveitar a crise e a Lei. Um dia, o André acordará cansado e sem forma de continuar a trabalhar de borla em nome do sonho. Ou emigra, ou acaba na caixa do hipermercado para pagar a renda da casa que partilha com os amigos. “Não há drama”, grita a geração do poder. Pois não. Nem futuro."

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

um dia

vou dar jantares em casa sem ter de por debaixo da cama ou do sofá os meus livros, textos, agendas e computador nos dois minutos antes de os convidados chegarem.

Isto de a casa de jantar ser o escritório pode ser muito estafante!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

as dores de amor

são aquelas que magoam mais que as outras. As que nos tiram a fome, e o sono, e a força e a vontade. São aquelas que achamos que nunca vão passar. Que nos fazem pensar que não podíamos ter batido mais fundo e que dali não há regresso possível.
Mas as dores de amor também são aquelas que passam sem percebermos como ou porquê. E, na maior parte das vezes, quando não as contrariamos nem lhes pomos em cima "pomadas" que não curam mas disfarcam.
As dores de amor conseguem, ainda, fazer-se esquecer com facilidade. Rapidamente nos prontificamos a amar de novo, a sentir de novo, a enlouquecer de novo e no lugar da dor não se encontra nada, nenhum vestígio, que nos faça pensar duas vezes.
Ainda bem.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

que consiga sempre

manter os pés no chão, não entrar em fantasias e ver sempre o que é melhor para mim.

Neste início profissional acima de tudo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

vou continuar a dizer

Ao longo de todo o meu curso (e perante muitos comentários pouco agradáveis acerca da escolha de curso que fiz - principalmente quando a minha média me dava uma infinidade de opções) sempre fui dizendo e defendendo com muita convicção que, mesmo nos tempos mais difíceis, quem é realmente bom, quem se destaca, quem dá o que tem e o que não tem, quem veste a camisola com o maior dos orgulhos, quem não se contenta com a metade nem admite não dar tudo por tudo, arranjará sempre trabalho.
E, nos meses que se revelaram muito longos de Setembro e Novembro (em Outubro fui passear!) vi seriamente a minha vida a andar para trás e a pensar que tinha de engolir todas essas minhas teorias. Tenho-me em boa conta, a nível profissional, sei que sou esforçada, persistente, lutadora, cumpridora, etc e de repente percebia que as pessoas não estavam a dar trabalho. Não que não quisessem, mas não podiam.
No entanto, alguma coisa me fazia continuar a acreditar e a pensar que ninguém, com dois dedos de testa, poderia desperdicar talentos e bons investimentos e que, quando se quer muito, lá se dá o jeito.
E ainda bem que acreditei e é com muita alegria que confirmo a minha teoria. Os inquietos, os lutadores, os que correm sempre para ganhar, encontram lugares à sua espera e pessoas que não ousam não os aproveitar.
Com muito orgulho começo amanhã a trabalhar naquela que considero a clínica de desenvolvimento infantil com mais prestigio em Portugal, o CADIn. Tanto orgulho que há momentos do dia que não caibo em mim de contente e, ao mesmo tempo, de incredulidade.

Sim, tenho consciência da efemeridade das coisas. Não, não me acho a última coca-cola do deserto e sei que há malta que vem atrás, mais novo, com mais ideias, com mais dinheiro e contactos para as concretizar, com mais tempo livre, sem marido ou afazeres domésticos, sem vida social e viciado em trabalho. Mas também sei o meu valor, também sei a forma perfeitamente harmoniosa que encontrei de equilibrar todas as vertentes da minha vida, sei o meu amor que tenho à Psicologia e ao desenvolvimento das crianças, em particular.
Seja hoje no CADIn ou amanhã a pensar no que será da minha vida (e com a ideia, falsa, de que todas as portas se fecham) só me quero lembrar sempre disto: que o mundo é dos trabalhadores, dos esforçados, dos arrojados, dos atrevidos, dos inquietos e assim tudo (ou quase) se consegue.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

arrrhg

4 horas passadas. Num campo ainda faltam tirar 111 caracteres e no outro 23.
Estou, oficialmente, a desesperar.

oh caraças

estou a preencher online o projecto de estágio e ultrapasso o limite de caracteres em todos os campos.
Vou mandar uma coisa com dez vezes menos qualidade do que sou capaz que eu cá não sou de escrever por tópicos!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

bolas

acabou de ser remarcada para as 09.45... podia ter dormido mais 20min e fazer as 6h dormidas.

09:00

Reunião via Skype. A última demorou 3h30m, vamos ver o que esta tem para dar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

tão perto

e houve alturas em que achei que nunca ia trabalhar oficialmente.

Ainda assim, tanta coisinha para aprender aquela Ordem dos Psicólogos.

Hoje fiz rir o senhor das finanças quando respondi à pergunta da estimativa de rendimentos para o próximo ano que não seriam mais de 2000eur. Ai, e só eu sei como seria bom se arrecadasse isso tudo.

Um pé de cada vez e lá diz o Grande, o caminho faz-se caminhando.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cantam os Anjos lá no Céu

Finalmente a Ordem aprovou o meu processo e sou oficialmente Psicóloga Estagiária, com direito a número de cédula profissional.O local de estágio também já assinou o protocolo de colaboração.

Já não falta tudo, mas ainda há outro tanto pela frente. Bora lá!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Querido rabo,

desculpa o que te fiz hoje quando decidi ir a uma aula de Bum Bum Brazil.

No verão vais perceber.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Querido Marido,

se no Natal se pedem as coisas a um suposto velhinho de barbas, no Ano Novo não vejo por que não pedir coisas a um jovem jeitoso como tu.
Já que andas tão triste com a falta de actualização deste blogue, cá fica algo dedicado a ti.
No fundo é só uma dica. Aliás, duas. Bem aqui pertinho, ao lado mesmo. É que a lista dos sítios que já visitei é extensa, tenho de admitir, mas está ainda longe de ser o Mundo inteiro. Que tal esfregares as mãos, olhares o mapa (e verás que há sítios aqui tão perto que ainda me escapam) e irmos dar o ar da nossa graça??
A segunda dica vem um bocadinho mais abaixo. A lista dos sonhos, pois tá claro. Convenhamos que não sou nada esquisita e ali há para todos os gostos e bolsos. Por que não apostares em deixar a verde mais um ou dois? - é que nem precisamos de sair de Lisboa...

Pronto, é tão fácil deixar-me feliz!
Grande beijinho

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

a minha vida mudou

desde o dia em que cheguei de viagem.
No Verão, tinha-me inscrito num ginásio Low Cost (confesso que a medo) que ainda nem existia e só abriria em Setembro.
As condições eram óptimas para quem se inscrevesse nessa altura como sócio fundador: praticamente não pagar jóia, sem qualquer compromisso e 6,90eur por semana (28eur/mes) com livre acesso a todo o ginásio e aulas de grupo, tudo funcionando num horário muito bom e realista das 07h as 23h.

O ginásio abriu estava eu plena novela melodramática na China. Um dia depois de voltar à terra lá fui eu. E estou rendida. Tenho ido (já lá vão dois meses) uma média de 4x por semana. Realmente quando a pessoa se organiza e inclui nas suas obrigações a saúde e o bem-estar tudo se faz.

Ando muito contente, os dias que não me mexo já me custam e o meu corpo está perfeitamente rendido aos efeitos do exercício. Sempre fui magrinha mas agora, pela 1ªvez, estou tonificada. Sabe bem. Faz confusão na balança porque antes, toda mole, lá andava nos 47 kg e agora, embora mais elegante fisicamente, passei para os 48kg o que só pode querer dizer que ganhei músculo.

Só faz bem, vamos a caminho de vir a poder dar sangue.

Ahhh, já agora, é o FitnessHut!

Porque é diferente

Ter tudo aquilo que queremos nem sempre significa ter tudo aquilo de que precisamos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A alegria

"A alegria é preciosa. No verdadeiro sentido da palavra. Para a encontrar é preciso apostar a vida toda nela. Não tem nada de óbvia, de vulgar ou de adquirida, por ela tem de se lutar uma luta muito séria. Quando pensamos na alegria pensamos em duas coisas: que ela nos escapa e que, no entanto parecemos saber muito bem do que se trata. De onde vem esta espécie de certeza, quando reconhecemos que falamos de uma coisa que foge? Os dias bons ou as pequenas satisfações não nos fazem contemplar a verdadeira alegria porque são breves e casuais. Mais do que isso, são anuláveis, isto é, um dia mau pode anular, num certo sentido, um dia bom. E porque aquilo que buscamos não é nem momentâneo nem tão pouco extinguível, mas antes duradouro e inabalável ou estamos errados em pensar que existe tal coisa, ou então talvez a consigamos ver de um outro sítio. Esse sítio, qual miradouro num dia de muita luz, é a nossa recordação da infância. Porque daí vemos uma coisa enorme e pequena ao mesmo tempo: vemos o que é ser criança. Ora isso está muito próximo daquilo que é ser alegre principalmente porque nos ensina a sua curiosa proporcionalidade inversa que há entre os risos e os metros de altura."

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mochilão asiático: o top

#2: Finalmente ter levado o Diogo ao Camboja

O Camboja, ali taco a taco com o Laos, são os meus sítios preferidos da Terra. Sei que ainda me falta palmilhar muito planeta mas duvido, mesmo, que haja assim mais outro sítio que me conquiste e domine o meu coração como o Camboja e a natureza do Laos.
Eu não podia arriscar morrer sem ter mostrado ao Diogo aquele bocado de mundo. Aquela "cidade" chamada Siem Reap, em que as pessoas nos sorriem com o coração, em que os tuk-tuk se passeiam demorados, em que a natureza nos invade e consome.
E fomos. E, mais uma vez, voltei a sentir tudo a mil. Desta vez estava um bocadinho mais feliz porque ao meu lado estava o amor da minha vida. Nada explicará o que eu sentia sempre que, no tuk-tuk olhava para o lado e lá estava ele, de mão dada comigo.
Fomos à floating village que desta vez estava melhor que nunca. Apanhamos um barco num sítio diferente e a viagem demorou 2 horas. Vi paisagens completamente novas, a floresta dentro de água, a vida naquela aldeia flutuante que nunca está no mesmo sítio. Levei-o a jantar ao Temple Bar, incentivei-o aquelas massagens todas ao preço da chuva, arranquei-o da cama às 4h da manhã para ir assistir à magia do nascer do sol no AngkorWat, brincamos nos templos, demoram-nos, rezamos, lemos e escrevemos. Não tinhamos a pressa dos turistas porque levavamos connosco a vantagem de me sentir em casa e saber que o que vale a pena vale mesmo a pena e tudo o resto não interessa.
Arrepio-me e emociono-me quando penso no Camboja. É muito forte aquela terra.






quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mochilão Asiático: o top

#3: os três dias em Koh Samui

Bom, para dizer a verdade o que nos marcou mesmo não foi Koh Samui em si mas, sim, o hotel onde ficamos.
Em Agosto, quando marquei tudo, tinha perdido horas e horas a escolher o hotel que mais nos encheria as medidas. Não tinha a ver com o número de estrelas ou com o preço. Já era a minha terceira vez na Tailândia e sabia muito bem o que procurava. Queria ver muita madeira, queria casa-de-banho exterior, queria ter a alegria de ver o preço barato (que eu sei como é que as coisas são por lá e não gosto de ser enganada). Ao fim de muito tempo, lá me decidi e reservei um hotel que se chamava Gurich e que me conquistou pela sua decoração, mini piscina no quarto a 90eur/noite os dois. Apesar de ser dinheiro, é mesmo muito barato ter um hotel com praia privativa, piscina no hotel e piscina construida por eles no meio daquele mar paradisiaco e ainda ter um quarto com sala, wc exterior e piscina só para nós. Lá reservei.
Claro que vimos a vida a andar para trás quando ficamos presos na China mas, graças a Deus, lá conseguimos ir passar as últimas 3 noites da nossa viagem. O melhor?? É que em Setembro esse hotel foi comprado pelo Meridien e passou a 5 estrelas, hotel de luxo. Nada mudou na decoração (que eu tinha visto online quando marquei o Gurich) mas acredito que aquele serviço antes não fosse assim.
Foram 3 dias de pura lua-de-mel, muito amor, muito alívio por estarmos a salvo da China, muita perplexidade com a beleza da natureza, com tudo o que nos rodeava.
Comentavamos, quando voltamos, que não havia nada que pudessemos apontar aquele hotel. Todos os empregados eram espectaculares, a comida era óptima, a decoração incrível, e um tratamento completamente VIP: vinham abrir a cama à noite, as toalhas da piscina cheiravam a rosas e eram mudadas constantemente, água fresca a toda a hora a ser reposta, o pequeno-almoço é uma coisa indiscritivel (pode ser que um dia faça um post só sobre o pequeno-almoço, que bem merecia!).
Todos os dias às 19h havia a "Celebration of the day", em que íamos todos para o mini lago da recepção e acendíamos, dois a dois, balões da sorte que largavamos no céu estrelado. Tudo escuro, música zen de fundo, muito bom!






Enfim, estes dias entraram directamente para o top. E bate cá uma saudade.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Porque ser psicóloga

é trabalhar com a ajuda de um único instrumento: eu própria. Com tudo o que carrego e o que sou. Tenho, por isso, a responsabilidade de melhorar, desenvolver e elevar ao máximo este precioso instrumento.
Preciso de me lembrar disso e valorizar os momentos que dedico a este crescimento pessoal, lembrando-me que são horas ganhas e nunca perdidas. Na conquista da excelência interior, da liberdade de pensamento, da coerência das ideias e de uma paz que não tem preço.

sábado, 10 de dezembro de 2011

mais um

a questão dos filhos foi sempre qualquer coisa que me intrigou.
Adoro crianças desde que me lembro. Somos 4 irmãos e 35 primos direitos por isso a história dos cocós nas fraldas, as birras e os xixis pelas pernas abaixo foram coisa que dormiu em minha casa muitas noites.
Quando cresci comecei a questionar-me acerca da razão por que as pessoas desejam tanto ter filhos (resguardadas as devidas excepções).
Discuti isto na minha cabeça sob diferentes pontos de vista, desde o existencialismo e a perpetuação da espécie, passando pela religião e a necessidade de assegurar a transmissão de valores e património espiritual pelos tempos até a motivos mais egoístas. Nessa fase perguntava-me até que ponto é que as pessoas não queriam ter filhos apenas por uma questão de pertença, de aceitação social... para sermos como os outros, para os vestirmos e educarmos bem, para que sejam, quem sabe, uma grande autoridade nas matérias que decidirem estudar e por aí fora. Pensamento este que muitas vezes era estimulado pelas adopções por parte de casais que enchiam a sua candidatura de limitações e condições (como ser até não sei quantos meses, sem problemas, etc)... então mas queriam um filho para servir que propósitos?
Deixei-me desses debates internos. E ontem falava com o Diogo no quão abandonados estão os filhos dos pais de hoje em dia. Acabam as aulas por volta das 16h e até às 20h andam a prolongar a espera. Saltam entre ATL´s, apoios, prolongamentos, violas, natações, judos, ballets, dão voltas nas carrinhas que os vão buscar, tomam banho com a empregada ou com alguém que está ali para o propósito, jantam rápido e quando deviam sentar-se no chão com os seus pais, andar nas suas cavalitas, ler histórias e pintar desenhos, já é muito tarde e precisam de ir para a cama porque dormir faz falta e amanhã não podem acordar cansados.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

porque sou humana e respiro

que estranho é que o primeiro impulso, quando pretendemos ser profundos, seja o de escrever sobre a dor ou a solidão.
Hoje apetecia-me ser profunda, ir mais longe, mais além.
Porém não sinto dor, não vejo a solidão, não me apetece chorar.
Existem em mim, porque sou humana e respiro, muitas dores. As dores do que passou, do que podia ter sido feito e não foi, de uma conquista hipotecada, de uma vida consciente de que para ter feito todo este tanto que fiz, outro tanto teve necessariamente de ficar de fora.
Também sinto, porque sou humana e respiro, a solidão. A solidão agradável de quando estou entregue aos meus pensamentos, de quando me repreendo sem que ninguém me possa consolar, de quando tenho saudades das pessoas que estão perto.
E pronto, também poderia arranjar coisas por que chorar, porque sou humana e respiro. Poderia chorar por recordar os que já partiram e me eram (são) queridos, poderia chorar por pensar no olhar vazio mas coração cheio com que agora a minha Avó me contempla. Poderia chorar por todas as injustiças a que assisto e que me fazem ficar indignada e de lágrimas nos olhos.
Mas não é nada disso que, num primeiro momento, me assalta a cabeça. Sou mais do dar Graças. Sempre fui.
Hoje queria ser profunda mas não ter de escavar no sofrimento.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

tudo é e está diferente

A vida de trabalhadora cansa mas preenche.
A vida a dois dá trabalho mas não cansa, confere plenitude e reveste-se de uma sensação de insuficiência que não esgota.
Os dias vão passando e no coração arde a questão: estaremos a realizar todo o nosso potencial? Estaremos a ir pelo caminho que nos está reservado?

Esperamos sempre que sim e o mesmo número de vezes que o consigamos perceber.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aceitam-se ideias

para coisas cómicas, engraçadas, completamente inesperadas e inesquecíveis para fazer na despedida de solteira de uma noiva!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mochilão asiático: o top

#4 O passeio de barco entre Guilin e Yangshuo

Guilin e Yangshuo são duas cidades do meio da China que, apesar de já comecarem a ser invadidas por muitos turistas, apresentam uma beleza natural incomparável a qualquer outro sítio que eu tenha visto. Bom, as cidades em si não, mas os seus arredores. Em Guilin fomos aos campos de arroz. Foi giro mas como apanhamos mau tempo e não conseguimos subir a montanha toda não posso dizer que venha maravilhada. Mas o passeio até Yangshuo arrebatou-me o coração!
Compramos no nosso hostel o pack para irmos para Yangshuo. Por 6eur cada um estava incluida a saída do hotel de autocarro, 2 horas até a uma vilazinha, passeio de barco pelo rio no meio das montanhas durante duas horas e meia e mini-van até ao centro de Yangshuo.
Até podia perder muito tempo a descrever mas acho que as fotografias dizem (quase) tudo.





sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mochilão asiático: o top

#5: O summer palace, em Pequim

Nesse dia, que foi o único da viagem em que sentimos frio, acordamos cedinho e passamos a manhã na muralha da China. O meu homem estava extasiado, a adorar. Mil e três fotografias. Eu também gostei mas quero voltar e andar por ela noutros pontos por onde passe que sejam menos turísticos do que Badaling, que é o sítio da muralha mais perto de Pequim.
A tarde desse dia é que me encheu completamente as medidas. Foi passada toda no Summer Palace de Pequim, a casa de férias dos imperadores.

Bom, acontece que não é bem uma casinha, daquelas que nós pensamos ou imaginamos. É todo um mundo de paz, serenidade, uma imensidão de natureza e beleza com um lago brutalmente grande.
Adorei passear ali, de mãos dadas com o meu Diogo, termos decidido (a certa altura, tal era o descontrolo) guardar as máquinas fotográficas e caminhar em silêncio ou entre conversas só nossas, adorei ter conseguido, no próprio momento, perceber a maravilha que estava a ver e a viver e poder, assim, dar Graças por isso, adorei o nevoeiro que pairava no ar e que me fazia lembrar que estava na China, exactamente como a imaginava. Assim, tão mística e misteriosa. Não queria sair dali. Tinha vontade de continuar a explorar os jardins, de me perder nas esquinas e pedalar naquelas gaivotas pelo lago dentro, sempre com música de fundo que as enormes colunas espalhadas pelos montes ecoavam.

Ainda para mais era dia 10. O nosso dia 10. 5 anos e 10 meses de namoro celebrados num sítio único e que se tornou muito especial.









quinta-feira, 24 de novembro de 2011

a vida como ela é

Para atalhar caminho, desde o último ponto em que ficamos, com a ida a Macau e HongKong acertamos o passo e conseguimos fazer os últimos 5 dias de viagem como estavam planeados. Voamos para Bangkok onde apanhamos avião para a ilha de Koh Samui. Foram três dias de perfeito deleite. Um hotel perfeito, com um quarto perfeito, com uma praia perfeita, com um marido perfeito (ahh, pirosa!!). Foi muito bom e, principalmente, muito importante para eliminar qualquer sentimento de frustração que pudesse rondar o nosso espírito.
Chegamos a Lisboa no dia 1, muito contentes e com uma recepção de força no aeroporto. O Diogo insiste que adora estar por aqui e voltar a casa. Quanto a mim, adoro cá passar, dar uns bons beijinhos e amaços a todos aqueles que me enchem o coração, ver com os meus olhos que estão bem e sempre a melhorar, mas esses diazinhos chegam e fico logo pronta para outra.

Bom, seguiram-se uns dias de completa negação da volta a casa, do mau tempo a contrastar com aquele calor asiático que adoro sentir na pele e de ressaca em relação aos cheiros que já sinto que fazem parte de mim. A semana seguinte foi de regresso à luta. Entrevista na 2ªfeira, entrevista na 3ªfeira e.... FIM! Arranjei um sítio, muito bom e bem conotado, para trabalhar e poder, assim, fazer caminho para entrar na Ordem dos Psicólogos.
Entretanto ficou pronto, passados 3 meses, o meu certificado de fim de curso, aterrei na Ordem uma manhã inteira a tratar de coisas e lá se foi outra semana.
Nesta última, mandei-me a um projecto para o qual fui desafiada, que é apresentar um poster científico no I Congresso da Ordem dos Psicólogos e a modos que cá ando entre preparação para o novo trabalho e elaboração do maldito poster que tem de ser enviado até 30 de Novembro!

Ahhh, no meio disto tudo lá me enfiei no ginásio. Low cost como se quer e que me tem feito maravilhas. Completamente rendida ao Pilates, ao Yoga, ao Body Balance e ao Step!

Tenho aqui na minha cabeça muitas ideias para novos textos e nova transição neste blogue. Acho que o vou agarrar! Agora vou tratar de por ali na secção das viagens mais umas quantas fotografias para que se deleitem!


Ps- Isabel, mande-me por favor um email com detalhes da viagem. E, principalmente, se já marcou os destinos que me diz ou se são passíveis de alteração! Ah, e também o tempo que tem! Tenho muito gosto e ajudar!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

UAU, HÁ MENSAGEM NOVA NO BLOGUE! (parte II)

Nas 20 horas que estive em Macau tive acesso ao facebook (e ao blogue, como puderam ver) e escrevi no meu mural o que se estava a passar.
Isto resultou num email de um amigo nosso a dizer que conhecia dois portugueses a trabalhar em Shenzhen, a cidade onde estavamos retidos.

Assim, na 4ª feira e perante o cenário de não podermos sair da China, decidimos ligar-lhes a pedir para deixarmos em casa deles uma das nossas malas para que fosse mais fácil irmos dar uma voltinhas aqueles dias que tinhamos de fazer tempo.

Sem pestanejar disseram logo que sim e tudo ganhou um novo entusiasmo. Fazer o check-out daquele hotel foi das coisas que mais prazer me deu e lá fomos nós todos contentes ao encontro dos portugueses, com a ideia de que ainda essa tarde partiriamos para Zhuhai, uma ilha chinesa a uma hora dali.

Assim que os encontramos tudo mudou. A conversa não parava, almoçamos bem, bebeu-se muita cerveja e ainda fomos um boacdinho com eles à night chinesa. Decidimos, de livre vontade, passar a noite em Shenzhen e só partir de manhã.

No dia seguinte, 5ª feira, acordamos cedo e seguimos logo para Zhuhai. Aquela horinha de metro até ao porto e lá fomos nós.
Não sei se era assim tão gira como nos parecia ou se era mais por ser um alívio perante a tormenta mas gostamos muito de Zhuhai e de fazermos tudo com tanta calma por aqueles lados. Encontramos um hotel baratinho com um restaurante ridiculamente de borla (20cent por refeição) ao lado e lá andamos a passear. Fizemos aquela marginal (Lover´s road) para a frente e para trás, passeamos de bicicleta, andamos nos seus autocarros inacreditáveis, fomos a uma praia a 2h30 de distância para cada lado e vivemos o filme mais inacreditável das nossas vidas (a contar noutros episódios), enfim, soube-nos a pato!

Decidimos voltar a Shenzhen um dia mais cedo, no domingo, para que pudessemos aproveitar 2ª feira para comprar os tecidos para o vestido de casamento da minha cunhada (outro filme que também ficará para novos episódios).

Na 3ªfeira tão esperada eu fiquei em casa dos portugueses a fechar as mochilas e a rezar a todos os santinhos para que o homem voltasse de lá com o visto e que os chinas não tivessem levantado mais ondas e assim que ele chegou lá voamos no nosso metro de volta para o porto e atravessamos para Macau, com o coração aos pulos na passagem da fronteira e sempre à espera de ver quando é que iam dizer que não aceitavam o passaporte temporário do Diogo.

Mas aceitaram, e lá saímos e muito nos beijamos naquele barco, de tanto alívio. E fomos fazer o rescaldo lá para o Consulado, que nem uns lordes. Tratados como uns convidados de honra e um saborzinho a casa que não tem preço nem obrigados de tamanho nenhum.

Fizemos dessa casa a nossa base por três dia e vimos Macau e HongKong. E voltamos às fotografias e aos ataques de riso e aos abraços no meio da rua e à sensação de liberdade.

UAU, HÁ MENSAGEM NOVA NO BLOGUE! (parte I)

Olá a todos os caros leitores que muito pacientemente continuam a entrar nesta página em busca de algo de novo!

Estavam a gostar do relato da viagem, certo? Também eu estava a gostar de a viver...

O precalço chinês veio atrapalhar ali um bocado o esquema e por isso não consegui voltar ao blogue, ao longo da viagem, para dizer o que se ia passando e desde que cheguei ainda não parei quieta.

Ora então, sim eu conto, mas com muita calma e aos bocadinhos para não enfartar ninguém! Ready?? Cá vai:

Estava em Macau, não era?
Bom, fiquei pelo consulado umas boas horas, com o passaporte do Diogo, à espera que o Consul acabasse o seu dia de trabalho para irmos para casa. Lembro-me que essa noite foi um misto horrível de emoções. Por um lado estava, ao fim de mais de 10 dias de China, a comer sopa e peixe. Aliás, qualquer coisa que não fosse massa de pacote. Ouvia falar português e comi um (uns quatro, para ser sincera) pastel de nata. Reconfortou-me o corpo e a alma. Mas no minuto de ir para a cama a coisa transformou-se num nó na garganta e só me lembrava do meu Dioguinho ali, na China, a uma hora de barco de distância mas ao mesmo tempo tão prisioneiro...
No dia seguinte acordei e fui com o Consul directa para o Consulado. Quando chegamos fomos informados, por telefone, que o meu visto para poder voltar a entrar na China já estava pronto. Fui levada directa para o barco e recambiada para a China.

Quando cheguei ao porto chinês, apanhei o metro e lá fiz o caminho de volta ao hotel, uma hora e 25 estações sempre na mesma linha. Quando cheguei o Diogo não estava, tinha ido à migração levantar um papel que confirmava a veracidade do relatório da polícia.
Assim que entrou no quarto fiquei finalmente descansada, já estavamos juntos outra vez. Dei-lhe o passaporte e disse para ele ir a voar para a migração outra vez e por ainda nesse dia o visto a fazer.

Não estava à espera era da má novidade com que ele ia voltar do visto.... eram 5 dias úteis. Ou seja, desta terça a oito dias. Fui-me completamente abaixo. Não estava a contar com mais oito dias presos na China. Pensei que íamos conseguir pagar uma taxa de urgência qualquer e receber o visto ainda nessa semana, em dois ou três dias,e já passavamos o fim-de-semana fora dali... chorei, chorei, chorei e adormeci a chorar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Love overseas [Dia 17] - O HORROR E A RAZAO DA AUSENCIA

Ola!

Finalmente consigo vir ao blogue. Ha varios sites que estao bloqueados na China (facebook, youtube, etc) e parece que o blogger e um deles. Nao conseguimos actualizar durante o tempo que la estivemos, desde o dia 9.

Adoramos tudo o que vimos pela China, andamos pela Muralha da China (indescritivel), passeamos no Summer Palace e Cidade Proibida de Pequim, gastamos dinheiro, fomos pelas montanhas, andamos nos campos de arroz, descemos o rio de barco desde Guilin ate Yangshuo, paisagens que nao se consegue mesmo descrever e que dificilmente serao ultrapassadas por quaisquer outras.

Essa ausencia de descricao via blogue era suposto ter terminado no dia 15, dia em que saiamos de China. No entanto, aconteceu um pequeno azar, nesta viagem.

Preparem-se para a novela

CAPITULO 1
Apanhamos, na sexta-feira, um nightbus de Yangshuo ate Shenzhen, a fronteira da China com HongKong. Iamos muito contentes porque tinhamos acabado de saber que iamos ter casa la em HongKong... Chegamos a fronteira no sabado de manhazinha (6 da manha) e depois de termos dividido um taxi com um casal israelita, houve uma grande atrapalhacao, com o taxista a mandar-me sair enquanto eu agarrava nas nossas coisas e no meio daquilo tudo ficou para tras uma carteirinha que tinha o passaporte do Diogo... Quando tentamos apanhar o taxi arrancou e nao conseguimos... foi horrivel. Nao vou descrever com muitos pormenores mas esse dia foi o pior de sempre... na China nao ha NINGUEM que fale Ingles... andar pela policia, pela fronteira, pelos servicos, tudo a tentar resolver o problema e tirar-nos da China. Nada. E como era Sabado disseram que so podiam tentar resolver algum documento na 2 feira. Foi um filme arranjar um hotel que tivesse internet mas tinha mesmo de ser porque estavamos incontactaveis para o mundo.

La arranjamos um hotel e um quarto com computador e activamos Lisboa para que a nossa familia nos pudesse ajudar. Foram incansaveis e no fim desse dia ja tinhamos sido contactados pelo embaixador em Macau. As noticias ate eram animadoras e foi-nos dito que na 2 feira, hoje, conseguiamos arranjar um documento em que a China recambiava o Diogo para Macau onde lhe seria feito um novo passaporte. Ficamos mais aliviados mas, mesmo assim, perdemos a India e nao sabiamos o que seria do resto dos destinos, como a Tailandia, e se seria possivel voltar a Singapura para apanhar o aviao para Lisboa sem perder esse dinheiro.

CAPITULO 2


No dia em que perdemos o passaporte (a culpa foi mesmo minha), nao encontravamos hotel com internet nem por nada. Mas cruzamo-nos com um Ingles que, sem eu nem lhe dizer nada, me deu um cartao com o telefone de uma Fiona, que disse que nos poderia ajudar quando fosse preciso.
Ora entao, ontem ligamos a Fiona para saber se ela hoje poderia ir connosco tratar das papeladas e servir de tradutora. Ela desde entao foi incansavel. Apareceu ainda ontem a tarde la no quarto do hotel, com MacDonalds na mao e determinada a encontrar o nosso passaporte. Sentou-se na almofada do Diogo (!!!!) e fez mil telefonemas, empurrou-nos do computador, escreveu nas nossas coisas... enfim, uma parodia. Ao nivel daqueles filmes de chantagens em que ha sempre um negociador e um quarto de hotel a mistura.
Combinou connosco hoje as 8.30 la na estacao de policia/emigracao. E la estava ela. Outra vez no seu belo calcaozinho e de comida na mao.
Iamos com alguma esperanca porque a nos tinham dito, aqui de Macau, que nos dariam um documento para ele sair de Shenzhen e vir ate Macau bucar o passaporte e a ela tinham dito, ao telefone, o mesmo mas com o acrescento de que ele teria de voltar a China para carimbar qualquer coisa.
Hoje de manha toda a esperanca se foi. So encontramos pessoas mal encaradas pelo caminho. As noticias eram que a lei e muito clara e que ele nao pode sair do pais sem passaporte e que teria de ir a Pequim fazer um novo e depois pedir novo visto para a China, que demorara 5 dias, e so depois sair. Ficamos desesperados outra vez. Pequim nao podia ser opcao porque nao podiamos ir de aviao, nao ha passaporte dele, e de comboio demorariamos mais de 40 horas.
A solucao era so mesmo eu ter de vir a Macau, fazer um novo visto para mim e la poder voltar e entregar todos os documentos para emissao de passaporte temporario.


CAPITULO 3

Mal soubemos isto, voamos para o hotel de onde ja tinhamos feito check out e voltamos a fazer check in. A Fiona sempre connosco e agora o seu telefone nao parava de tocar porque tinhamos ligado de la para a embaixada aqui em Macau (ela foi mesmo impecavel) e a embaixada passou a contactar-nos por la...
Pus numa mochila o pijama, uma muda de roupa, escova de dentes, dinheiro, documentos e declaracao do Diogo para eu levantar o passaporte.
Saimos e faltava uma hora e meia para o barco Shenzhen-Macau... Entrei no barco um minuto antes... mas que alivio. Custou-me imenso deixar o Diogo para tras mas ainda me pareceu ouvi-lo perguntar ao policia a brincar "do you sell passports?" lol


CAPITULO 4

Cheguei a Macau e tinha o motorista do Consul a minha espera. Levou-me directa a embaixada da China onde ja ficou o meu visto a ser feito. Esta pronto amanha de manha, com carta pessoal para eles aqui do Ministerio e telefonemas e tudo...
Depois fui levada ate ao Consulado, onde estou agora. Disse que so tinha comido um pessego desde as 7 da manha (sao 6 da tarde) e foi-me trazido um pao com chouric (desculpa Diogo.... espero que os teus noodles estejam bons!!), o Fernando, o motorista, foi trocar-me o dinheiro e eu fiquei aqui a entregar a papelada.
Vim ao bar com o Consul, onde estava imensa gente e tudo a falar portugues (que sabor a casa) e dez minutos depois ja estava a ser chamada.


CAPITULO 5

Ja tenho o passaporte do Diogo na mao. E azul. Temporario. Neste momento se tivesse o meu visto ja podia ir dormir a China outra vez. Vou ficar instalada na casa do Consul que entretanto me deve dar um jantar diferente de arroz com arroz ou de noodles com picante.
Agora estou aqui no bar do Consulado, que entretanto tem uma escola de portugues, onde vou esperar prai 2 horas que o Consul saia do seu trabalho e irmos para casa!
Amanha de manha apanho o visto e sou deixada no barco de volta a China.

Comunico assim que houver mais novidades!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Outras coisas que nao diarios

1- Uma boa noticia e que uma das clinicas de psicologia para onde mandei CV mandou-me email a querer marcar entrevista para a semana. Respondi a dizer que estava em viagem e porque e perguntei se podia ser a partir de 2 de Novembro. Responderam que claro que sim, estavam muito interessados!!

2- Ja sei que a Tia Mi e a minha irma nao conseguem comentar... que pena, mas nao sei mesmo o que se passa nem como se pode resolver. Mas e optimo saber que vao acompanhando. Acho uma maneira gira de irem vivendo esta viagem e de saber que estamos (por enquanto) bem!

3- Ja passei a barreira dos 5 dias e nao me aconteceu nada iuuupi ainda com os dois pes no chao e nada de muletas.

4- Pai, os oculos trato disso em Bangkok que e o melhor sitio. Quanto as tecnologias o Diogo andou sempre a perguntar precos e, em Singapura, andavam a volta dos 500, 600 euros primeiro preco que eles diziam. CLARO que era negociavel mas tambem nao nos demos muito ao trabalho porque um de la aconselhou-nos a esperar por HongKong que e mais barato e mais seguro. Para alem disso sempre e melhor a coisa so andar 15 dias na nossa mochila do que 25!!

5- Estamos muita felizes e a adorar... claro que temos imensas saudades mas isto e muito bom e faz muito bem!!

Love overseas [Dia 6]

A alvorada hoje foi as 4.40 para irmos ver o nascer do sol ao Angkor Wat. Continua a ser o meu sitio preferido da Terra este. La estavamos nos, num minuto de noite e no outro de dia, a ver o maior templo de sempre a lancar o seu reflexo na agua, qualquer coisa. Ainda mais ainda que desta vez o tenho aqui ao meu lado, indescritivel. E sem pressas, fomos ficando e ficando ate nos apetecer. Rezamos, conversamos, ficamos calados, um momentaco daqueles tao fortes como pirosos!

Mais templos e almoco e agora vamos descansar um bocadinho antes de alugarmos ums bikes e irmos dar as ultimas voltinhas que amanha cedinho voltamos para Kuala Lumpur, de onde partiremos para Pequim!