segunda-feira, 15 de novembro de 2010

AMESTERDÃO - resumé



 A ida a Amesterdão foi, para mim, a melhor surpresa dos últimos tempos. Há aquelas cidades que nos são descritas de forma muito entusiasta, com adjectivos que nos fazem ir construindo expectativas gigantescas tipo "ah Paris, a cidade do amor", "ah, Ny, uma cidade que não dorme".. ah e tudo e tudo. Mas, sempre que dizia que ia a Amesterdão, recebia de lá um "é gira. uma cidade gira, com os canais e tal"... nada de outro mundo.

Talvez tenha sido por isso que voltei ontem sem vontade nenhuma de sair de lá, de tão fascinada como surpreendida que estava.
Encontrei uma Amesterdão romântica, íntima, quentinha (no acolhimento, no envolvimento), cheia de coisas interessantes para explorar para além das praças e museus mais famosos. Em cada esquina havia um café que convidava a entrar, cada restaurante nos apresentava novos desafios ao paladar, cada praça era pretexto para um palco, uma festa, uma exposição, cada rua cheia de bicicletas nos faz ir entretidos pelo caminho. As pessoas mexem-se, encontram-se, saem à rua, passeam, não param. As pessoas respeitam e não são desorganizadas, nem caóticas, nem impacientes (a julgar pela sua reacção pacífica quando o turista ignorante vai pelo caminho da bicicleta e empata a sua pressa para o trabalho).

Adorei. Adorei mesmo. A grupeta que se juntou, de tão diferente que era, foi a mais especial que se podia querer. Tudo fluiu, tudo se fez, tudo se equilibrou entre cultura e cocktails. Em dois dias fizemos o mais que podiamos ter feito e o mais que nos apeteceu porque, muitas vezes, convidava a deixarmo-nos ir ficando naquele café tão quentinho e acolhedor.
Vimos o Museu do Van Gogh, brilhante, super interessante. Completo como só ele. Genial.




Fomos à House of  Bols, famosa pelos seus licores. Cheiramos, sentimos, provamos. Um mundo sem fim de sabores e de cores, os melhores cocktails de sempre, um fim de tarde que se transformou numa festa!


Passeamos de bicicleta por toda a cidade, de ponta a ponta, desde a Leidsplein que é brilhante e vibrante, respira vida até à outra ponta, a imponente Central Station. Passamos na Dam Square, gigante que só ela. Subimos e descemos pontezinhas, paravamos nas vistas mais avassaladoras, tiravamos fotografias com a certeza de que não esqueciamos.


Exploramos o Vondel Park e deixamo-nos esmagar pelas cores do Outono, pelo frio que se reflectia no lago e observamos como a Natureza, onde quer que seja, confere sempre um toque de magnanimidade à nossa vida.






Provamos o space cake e incomodamo-nos com o cheiro constante a droga. Penetramos uma visita guiada à Red Light e lamentamos o que vimos. Mulheres como objectos, montras com a cor do Natal, mas em que se via a dignidade à venda.
Jantámos numa cave com cheiro e sabor a Sicilia, com um italiano maluco.
Provamos queijo e mais queijo, no mercado das flores exploramos as cores e impressionamo-nos com as formas.
Fomos à missa em Holandês, sentimo-nos parte da comunidade, assistimos ao desfile das celebrações de São Nicolau.

Voltamos com imensa vontade de ficar. De ver mais, de nos sentirmos parte de algo que é tão grande e ao mesmo tempo tão pequeno, tão frio e ao mesmo tempo tão quentinho.


Fica-me a nostalgia que sentia quando olhava, à noite, para as janelas daquelas casas com vista para os canais e via, lá dentro, casais que se abraçavam, mães que davam o jantar aos seus filhos, amigos que bebiam vinho, tudo debaixo de uma luz tão amarela que me apetecia saltar lá para dentro e procurar o edredon.

Foi muito bom.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Vou só ali passar o fim-de-semana a Amesterdão e já volto!

bolas...

Não acredito no que leio em todos os blogues hoje, morreu o meu (nosso) querido senhor do adeus.

Toda a gente o descreve como o senhor que dizia adeus a todos os condutores no Saldanha durante a noite. Mas, a mim, dizia-me adeus todas as tardes que eu passava no Restelo... e todas as vezes eu dizia a mim mesma que era da próxima que parava e ia falar com ele, perguntar-lhe como é ser querido por tanta gente e como se consegue distribuir sorrisos tão familiares que servem as medidas de cada um de nós.
E nunca parei, nunca perguntei.

Agora nunca vou saber.


O bolo de casamento


Há dias que me bate cá uma saudade do dia do nosso casamento. Passou tão rápido que só me apetece repetir, tudo igualzinho.
E hoje decidi mostrar o nosso bolo. O casamento foi no campo e, por isso, era tudo ligado ao campestre: os centros de mesa, a ementa, a decoração da tenda e até o bolo, que era um malmequer gigante.

Estava mesmo giro, não estava?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

you and you and you


Pois é, o Mundo é enorme. E eu tenho a sorte de poder dizer que dedico esta frase a mais do que uma pessoa que conheço.
Venho, diariamente, a descobrir mais e melhores coisas em todos aqueles que amo e que sinto que me querem.
Estar rodeada de pessoas especiais faz com que tenha vontade de ser ainda maior, ainda melhor, mais esforçada e dedicada. Sempre defendi que as relações, todas e de qualquer natureza, precisam de ser conquistadas diariamente, que o pior que pode acontecer ao que existe entre duas pessoas é darem-se por certas, por conquistadas. Tudo durará enquanto durar a luta, a vontade de conquistar mais um bocadinho do outro e de darmos mais um tanto de nós. Que pior do que estagnarmos? Pensarmos que demos tudo ou que nada mais, de novo, há a receber?
Se, enquanto Homens, temos a capacidade de eternamente nos renovarmos, façamos isso mesmo. Em nós, nos outros e, sobretudo, entre nós e os outros.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ele há coisas


Não percebo por que raio é que há gente que insiste em antecipar casamentos entre crianças que ainda estão no berço. Os coitados ainda andam agarrados às suas xuxas e fraldas e as duas amigas já estão todas contentes a dizer que quando crescerem vão ser namorados! Primeiro, não percebem que quanto mais quiserem menos vai acontecer porque, um dia, vão passar por uma fase tramada chamada adolescência em que vão ter muito gosto em contrariar. Segundo, mal sabem como essa amizade ficaria frágil como uma casca de ovo se tivessem de passar a competir por netos e lanches ao domingo.

ora aqui temos um belo exemplar de casaco


zara

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

aposto que já estavam a estranhar...

... eu não me ter pronunciado sobre o (fenomenal) concerto do Michael Buble.

Nunca, nunquinha na vida me viram chorar por coisas que não fossem sérias, nem um filme, nem uma musica, nem um poema... enfim, olhem, nem o meu casamento pra verem a insensivel que sou.

Mas, quando o miguelito pousou o microfone e cantou sozinho, para um pavilhão atlântico em silêncio, a lagrimita subiu-me ao olho, abracei o meu homem com tanta força e rendi-me...




Dedico-te a ti, que és o amor da minha vida, e que aposto que já andas triste por não te ter dado os parabéns aqui.

I've been so many places in my life and time
I've sung a lot of songs, I've made some bad rhyme
I've acted out my life in stages with ten thousand people watching
But we're alone now and I'm singing this song for you
I know your image of me is what I hope to be, I've treated you unkindly
But girl can't you see, there's no one more important to me
So darling can't you please see through me, 'cause we're alone now
And I'm singing my song for you, you taught me precious secrets
The truth with holding nothing, you came out in front
And I was hiding, oh, but now I'm so much better,
So if my words don't come together, listen to the melody
'Cause my love is in there hiding
I love you in a place where there is no space or time, I love you for my life
You are a friend of mine, and when my life is over
Remember, remember, remember when we were together
And we are alone now, and I was singing this song to you
We were alone, and I was singing, yeah singing
We were alone, and I was singing this song for you
Singing my song, I'm singing my song for you

uma vez na faculdade...#2

No forum de uma cadeira, acerca do suicidio e se este será o maior desafio dos psicólogos, disse assim:

Não sei se a questão do suicídio será a situação mais desafiante que o clínico encontra ou aquela que lhe provoca mais medo. É como se tudo aquilo que não vemos ou não sabemos se torne muito fácil de suportar, enquanto só a ideia de passarmos a ser cúmplices de uma intenção como esta nos torne, de repente, tão fracos e impotentes ao mesmo tempo que tão responsáveis. Como se a nossa função, como clínicos, fosse entregar (como que por magia) de mão beijada uma razão válida para que a pessoa não acabe com a sua vida.

Não posso deixar de dizer que achei uma certa piada (relativa, claro) ao ser referido, na questão, que o suícídio é um acto potencialmente irreversível. Bom, o acto em si, até agora, é mesmo irreversível. Para nós isto é tão claro, não é? "já viu que depois não há como voltar atrás?"... o que nos esquecemos, tantas e tantas vezes, é que o que parece irreversível para aquela pessoa, naquele momento, é a dor. Aquela que lhe aperta o peito e torna tão difícil respirar.

A minha questão será mais esta: até que ponto conseguimos ser suficientemente bons, neste tipo de problemática, a eliminar o sintoma? Até que ponto é que não vem ao de cima tudo o que são questões que se relacionam com a nossa necessidade de nos sentirmos competentes e, neste caso, o sucesso e competência, se transformam num aumento de dias de vida? É que a mim não me interessa que aqueles que se cruzam comigo não se matem só enquanto eu lhes dedico tempo. Eu queria, mesmo, que fosse suficientemente eficaz para que a pessoa consiga alargar o seu leque de soluções e, subitamente, a de se matar passe para último da lista.

Mas... se a dor for tão grande, e estar vivo não for, para aquela pessoa, viver mas sim arrastar-se pelos dias, que tipo de psicoterapeuta serei eu se, sem me consultar e resolver, sem me entender e encontrar o meu próprio sentido da vida, pedir que a pessoa na próxima semana esteja ali, à mesma hora e no mesmo local?

democracia

Acho que, se a Terra é habitada por Homens, devíamos ter voz nas coisas da Terra, estações do ano incluidas.

Voto em que não haja Inverno.

domingo, 7 de novembro de 2010

sobre a gaveta desarrumada

Não temos todos, em nossa casa, uma gaveta desarrumada? Aquela em que pomos tudo aquilo que não sabemos onde pôr. A nossa casa pode estar um brinco, tudo impecável e no sítio certo, mas essa gavetinha é a constante imutável. "ah, já não uso isto há tanto tempo, é tão giro, não posso deitar fora mas também não serve para nada... vou por na gaveta e depois logo se vê".

Isto para dizer uma coisa que aprendi no meu (fascinante) curso: todos nós temos, cá dentro, a nossa gaveta desarrumada. Aquela parte de nós para onde mandamos aquilo em que não queremos pensar agora, as coisas que não queremos chorar agora, os assuntos sobre os quais vamos decidir depois, as relações que vamos cultivar quando o coração se amolecer.
Há sempre uma parte de nós, por mais equilibrados que sejamos, que é confusa, insegura, que duvida, que não faz sentido. E não somos menos nem piores por causa disso. Pelo contrário, até acho que é por essa gaveta existir em nós, que nos damos tempo e disponibilidade mental para aquilo que, a cada momento, precisa da nossa atenção.

A única coisa é que, se não faz mal que a nossa gaveta de casa fique eternamente por arrumar, os assuntos da nossa cabeça não devem ficar muito tempo escondidos. Porque quanto mais abaixo os pusermos, mais difícil fica de os ir buscar, porque quando percebermos que é daquilo que tinhamos precisado já não sabemos onde o pusemos, ou quem eramos quando o largamos.

sábado, 6 de novembro de 2010


Pois adoro. Mas agora estás com herpes e não te posso tocar. Ando paranóica com a ideia de apanhar também, não te deixo aproximar da minha almofada e até já troquei a toalha da casa-de-banho.
E não sei de onde é que isso te veio, porque em cinco anos de namoro nunca apareceu e agora cá está ele.

Publicidade enganosa, quanto a mim. E não te posso devolver com defeito (ou não quero!)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

?

Qual a diferença, em termos de trauma, de um homem ser violado por um homem e de uma mulher ser violada por um homem?

Palpites? Eu tenho a minha opinião!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma vez na faculdade...

...foi assim que respondi a um tema de debate sobre se a depressão será, ou não, uma doença:

"A questão, para mim, não é se a depressão será ou não uma doença. Mas, sim, se será uma doença voluntária, ou pelo menos, que tem a particularidade de ter a cura em nós ou não. O que não existe na maioria das outras doenças, em que temos de nos socorrer do exterior para voltarmos a nós.

A depressão será uma doença, talvez, mas não como as outras. Podemos lá cair sem nos apercebermos, porque a nossa personalidade tende a nos trair, porque tantas e tantas vezes somos nós os nossos piores amigos. Mas para sairmos, aí sim, temos de estar mais atentos do que nunca, sempre vigis, em busca daquilo que de melhor há em nós. Em nós, e nos outros. Aqueles que teimamos em não ver o quanto se preocupam connosco, aqueles que nos querem dar a mão (ou o braço todo).

E se há os chamadas maus doentes, que aqueles que sofrem desta doença não possuam em si a característica da teimosia. Será aquela que nenhum fármaco conseguirá fazer frente, aquela que não permitirá que se volte a ver o lado branco ou, pelo menos, o cinzento menos escuro."

E lá vão dois meses


Dois meses do melhor e do pior, do agri e do doce. De vida em plenitude, de acordares demorados e adormecer as gargalhadas, de olhares de má para ver o chão varrido, de pensar no quanto a minha vida é feliz por nos escolhermos diariamente.

Foi assim que ele foi recebido noutro dia


Ele saiu cedo. Eu acordei com mais tempo e sabia que ele ia chegar antes de mim a casa. E foi assim, deixei-lhe o miminho para o lanche.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mas não somos só olhos


Está certo que grande parte da nossa felicidade depende da capacidade que temos de olhar para a frente e anteciparmos o melhor ou, pelo menos, as melhoras. Claro está que ninguém consegue descobrir-se e desabrochar se ficar preso ao que foi, ao que era, ao que seria se. Nenhum barco anda se ficar amarrado ao cais. Deixarmo-nos das dores e complicações que um dia foram e darmo-nos a nós próprios o presente de não saber, mas querer ver. Sim, está certo que só desta forma nos podemos rir, sentir o frio na barriga, arregalar e surpreender com o que a vida (afinal) ainda tem para nós.

O problema é que não somos só olhos. E olhar para a frente com os olhos não significa que não haja outras partes do corpo que, de doridas, nos lembram o que passou, o que foi, o que sentimos. E ainda bem. Porque, no fundo, tudo isso fez com que chegassemos onde estamos. Tudo isso contribuiu para o modo como nos comportamos, como vivemos, como experienciamos, como sentimos e fazemos sentir. Que vazios e eternamente infantis seriamos se, a cada momento, procurassemos apagar aquilo que passou pela nossa pele, aquilo que nos encheu os olhos de lágrimas ou o que nos fez ficar de barriga para cima a olhar o tecto no escuro.

Só assim, de olhos para a frente mas de corpo todo a sentir o passado, é que podemos traçar o caminho. Porque ninguém consegue escolher a trajectória sabendo só para onde vai: tem de saber onde está. E como está. E como é que quer ir andando.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

É já hoje!

Mini-férias

Este fim-de-semana fizemos as malas e fomos.

Fomos passar uns dias desligados das pessoas de sempre, das mesmas caras e das mesmas conversas.

Almocamos numa casa da minha infância, a casa da aldeia da minha grande amiga de há 20 anos. Foi lembrar cheiros, abraços, sabores. Ser recebida pelos pais, avós e tios dela como era antes, quando tinha borbulhas na cara e o auge era conseguir fazer uma directa sem ninguém nos descobrir. Mas agora tinha marido, agora as conversas eram entre adultos, agora havia espaço para uma coisa óptima e quentinha a que se chamam recordações.

Seguimos para a quinta de óbidos. A ver o meu avô. Tivemos direito a acordar com vista para o castelo, pequeno-almoço na cama todos os dias, passeios nestes dias de outono, castanhas, leite de creme, farófias, bolo rainha, lareira, conversas com os primos e até fomos ao bowling.

E comentavamos como é tão bom sairmos do nosso meio metro quadrado de sempre, com as gentes de sempre, os barulhos de sempre.

Memórias são estas:

Pelo caminho

Óbidos


Pelo caminho

Óbidos

Óbidos

Óbidos

A foz do arelho ao fim da tarde.

A foz do arelho ao fim da tarde.


A nossa pequena C. que se portou muito bem no bowling e se estreou na luz negra!

A casa da B. em Pedrógão

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PALMINHAS

a quem, como eu, gastou 18 euros num guarda-chuva num dia em que não chovia e que, como eu, o deixou em casa no dia em que choveu a potes.

Ensopada.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

sabor a thai



Hoje fomos jantar fora! Tinhamos uns talões do lifecooler que acabam amanhã.

Escolhemos o tailandês. Aliás, eu escolhi e ele mostrou que me adora. É que estes sabores dão cabo de mim: num piscar de olhos desapareceram um Fried Rice e um Pad Thai.

Ai minha gente mas é uma tortura ao mesmo tempo, dá-me umas saudades daqueles lados. O calor, o cheiro, o sorriso em dentes mal lavados daquelas pessoas. Tão sãs, tão puras, tão pessoas, tão vivas.

Hoje é um bom dia

Maltinha! Hoje estou bem disposta, dormi lindamente e ontem à noite foi a inauguração da época das castanhas... assei umas castanhinhas com a desculpa de virem cá umas primas do D. mas depois foi como se tivesse sozinha, frente a frente, com mais de 30 castanhas. Marcharam quase todas e a elas se juntou um profundo sentimento de arrependimento... não quero entrar pro clube das desde-que-casou-foi-sempre-a-engordar.



Adorava ser daquelas pessoas que tem imensa disponibilidade para tecer enormes considerações acerca do estado do país, do orçamento de estado, para divagar acerca do amor e de todos os dramas a ele associados. E não me falta o que dizer, acreditem, não me falta... mas a menos que abandonasse os meus deveres, não terminasse o Mestrado e deixasse de ver as minhas criancinhas, não vai dar!

Vamos aos bocadinhos, sim?

Para já, sabe-me muito bem vir aqui de vez em quando dizer o que ando a fazer e saber que os meus amigos me podem ir acompanhando.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

special moments

Um dos momentos mais especiais do nosso casamento foi, para mim, a dança da valsa com o meu pai.

Porque o vi mais feliz do que nunca, porque eu estava mais feliz do que nunca e porque aquele momento nos proporcionou bons ataques de riso antes do próprio dia.

O meu pai é mais coisa menos coisa a pessoa que pior dança na terra. A mim valia-me o vestido ser comprido, caso contrário também passava uma boa vergonha nos passos trocados.

No fim tudo correu bem, toda a gente sorria e se enternecia com o quadro, tudo passou em menos de um minuto e restam-me as fotografias para me ir lembrando, com o coração quentinho, destas alturas em que nos sentimos tão queridos e tão amados.

Olhem-nos:

Jantar de amigas - check

A J. fez uma pausa da sua estadia em Paris por dois dias e conseguimos juntar-nos todas à mesa. Aqui em casa, as grandes pela primeira vez a jantar.

Marido fora, em jantar de homens e a nossa casa foi palco de conversas íntimas, reveladoras, sem pressa. Tudo em dia e a certeza de que somos muito pouco sem os nossos amigos por perto.

É bom o adormecer em dias assim.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Isto agora vem aos bocadinhos

Agora que as coisas se vão acalmando queria ir partilhando aqui algumas coisas, paisagens e pessoas que fizeram do mês de Setembro o mais feliz de sempre.

Hoje, porque me dá para recordar essa noite, mostro a vista do nosso quarto da 1ª noite de casados. Acordar e ver isto da cama foi um misto de emoções. Ao mesmo tempo que agora ia ser tudo novo, tudo me sabia estranhamente a casa. Bom, no fundo, Belém é casa...


funny things

Ao som romântico da máquina de lavar, estou para aqui a meditar sobre alguns aspectos interessantes da vida como este:

Palavras como enjoo e ecografia não querem dizer só aquilo que o dicionário explica. Naaaaaa:

Antes de casarmos isso quer dizer "comeste alguma coisa estragada", "estas doente", "tens de ir ver isso", "precisas de alguma coisa?", "agora só podes comer dieta"...

Depois de casarmos só quer dizer "estás gravida". Não há outra hipótese.

Tem graça, não tem? Como se a pessoa não tivesse paragens de digestão depois de casar ou não pudesse engravidar nos seus anos de solteirice!

domingo, 24 de outubro de 2010

Peritos em Amesterdão

Caros leitores,

aceito todas as dicas, sugestões, conselhos, must do´s acerca de Amesterdão.

Quero saber o que vale mesmo a pena, aquilo onde não podemos mesmo perder tempo, sítios escondidos, restaurantes e vistas sem turistas... enfim, tudo o que seja possível fazer em três dias.

Ah, e um sítio baratinho para ficar também calhava bem porque, até agora, só mesmo a rua!!

sábado, 23 de outubro de 2010

Aiiiiiii que bom é acordar ao meio-dia e ficar na ronha com o meu marido!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

21 Outubro 2010

Dias cheios de surpresas são os meus. Vejamos:

1- Ontem as sete em ponto lá estavamos nós, psicólogos lindos e maravilhosos, de sala montada. As sete e um quarto lá estavamos nós, psicólogos lindos e maravilhosos a desmontar a sala depois de termos tido zero pais. Se alguém entretanto souber alguma maneira de cativar os pais e torná-los interessados em ser melhores para os seus filhos diga-me,sim? Ah, e que não envolva troca de favores nem chantagem de nenhum tipo.

2- Já disse aqui que no meu casamento não existe nada que se assemelhe a jantar sozinhos e serões descansados? Pois. Mantém-se. Ontem acabamos por fazer uma ceia surpresa à avó do D. que fazia anos e estava modo deprimido sem querer azer nada. Mais engraçado foi como o primo dele convenceu a avó a sair de casa: "Vá, va-se lá vestir que vamos pra boate!" (eu sei que não se escreve assim mas é para todos perceberem)

3- Acabei de ver a primeira mãe.... aiiii ser psicóloga é tão giro... e quase quase uma ciência exacta, são mesmo previsíveis as pessoas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tormenta partilhada

Depois de ter percebido que o meu marido gosta de mim o suficiente para se levantar a meio da noite e ir a aguentar a sua vontade de casa-de-banho todo o caminho só para me ver ganhar outro ar, apercebi-me que foi saga que atacou muito mais almas do meu universo social.

E assim estamos, grande maioria dos que passeavam toilletes no sabado, entre caganeiras e vomitos...

A questão está no que nos terá provocado isto. Não é dos ovos porque o João não comeu e também está assim, não é dos croquetes porque a Vera também comeu e também está assim, não é da sopa de marisco porque a Rita não comeu e também está assim, não é dos cogumelos porque... não é do chouriço porque...

Se houver por aí alguém que também tenha estado muito mal pode juntar-se a nós e vir carpir as mágoas.


Entretanto, para reconfortar a minha alma que só me deu pra febre e tudo o que é estômago se manteve intacto, hoje logo pela manhazinha fiz um mega bolo de limão... E o que comi enquanto ainda estava quentinho??
Salvem-me de ser uma dona de casa gordalhufas please.

ahh, entretanto, hoje dou a minha primeira formação a pais... tendo em conta que a psicologa que ia dar a de segunda teve zero, zerinho pais, será que eu tenho mais sorte das 7 as 8 da noite?? hummm....

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Na saúde e na doença!

Eis chegado o momento em que estamos os dois moribundos.

Ontem o homem chegou-me a casa as 5 da tarde e deitou-se directo no sofá, intercalando com idas (demoradas) à casa-de-banho. Também se queixava de vómitos.

Seguiu-se um serão em que não se mexeu, lá conseguiu vomitar e acabou a comer uma papa de arroz que lhe fiz.

Convenci-o a irmos cedo para a cama. Consegui. Mas à meia noite e meia o pobre bicho teve de se levantar e ir procurar a farmácia de serviço porque eu, a sua princesa, ardia em febre.

E agora cá estamos, os dois a partilhar a manta, entre grelhados e mau hálito. O amor é lindo!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pois então,

ontem entrei as 9h e saí as 19h... assim de surra dei mais horas ao estagio num dia do que aquelas que a maioria dos meus colegas dão numa semana.

Porém, haverá melhor coisa no mundo do que uma pessoa fazer o que gosta desde o minuto em que acorda ao minuto em que se deita? Considerando que, neste momento, até os minutos a dormir são o céu na terra, ao lado do meu marido!

Hoje é dia de folga, pois então:
-máquina da roupa a lavar - check
-varrer a casa - check
- fazer a cama - check
- fazer as bolachas que a minha mãe pediu para os anos dela amanhã - check
- estender a roupa - check
- tirar as bolachas do forno - check
- por outra maquina a lavar - check
- fazer o almoço - check
- estender a roupa - check
- tomar banho - check
- marcar depilação - check
- ir entregar papéis para o passe - NOT CHECK ----> why? Porque estamos em Portugal, minha gente. Plena estação do Rato às 15h30, guichet fechado, "ah, é por falta de pessoal", "mas então, onde é que eu entrego?" "pode ser no marquês menina".... Pois tá-se mesmo a ver, vou pagar um bilhete de metro para ir até ao Marquês.... não. E não tenho tempo de ir a pé. Fica para amanhã. Ou um dia destes, sei lá.

Ou então continuo a ter a sorte de não chover quando tenho de sair e faço eternamente os percursos a pé.

O meu rabo melhora, o meu marido agradece.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ora viva

Tudo tranquilo, falo-vos directamente da minha cama, o meu local de trabalho para a manhã de hoje. Emails e relatórios serão agradavelmente intercalados com uma espreguiçadela e um aninhar no edredon!

Mantem-se tudo a funcionar e pretendo brevemente iniciar a minha cronica de dicas de casa para domesticas verdinhas... sei umas bem boas!

Agora, se me dão licença, vou despachar o dever primeiro e depois, se tiver tempo, venho entreter-vos!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vida de dona de casa agora e para sempre

Aposto que anda para aí imensa gente a visitar este blog todos os dias para se rir da minha ausência de vida para além de boxers e meias pretas... É por isso que não tenho cá vindo, para não dar a essa malta toda o gostinho!

É verdade que aquela primeira semana e meia foi mais ou menos como ter sido posta no filme da Cinderela sem a parte do vestido e do sapatinho de cristal... e só não esfreguei o chão de joelhos porque neste século já há esfregonas (umas melhores que outras, é certo, que a nossa era péssima e agora já comprei outra!)

Boas notícias há aos pontapés, ora vejamos:
1- Já temos televisão! O homem do MEO estava quase a ter um colapso. Teve de sair duas vezes e ir a Sete Rios. Mas lá conseguiu, ao fim de 4 horas, deixar o nosso ninho do amor com tudo o que nos liga ao mundo a funcionar. Agora há net e tv com fartura!

2- Já conseguimos jantar uma vez juntos! VIVA!! Clap clap clap... afinal valeu a pena casar! Fiz cogumelos recheados, bem bom!

3- Já demos a nossa primeira petiscada para os amigos. Esta é uma dupla boa notícia: descobrimos que até cabem nesta casa mais 14 pessoas! Quem diria...

4- O homem é um espanto (com defeitos, é certo, o que o torna real!): ele lava, ele passa, ele arruma a cozinha todos os dias e ele até cozinha - ontem fez o almoço!

Enfim, parece que as coisas começam, finalmente, a entrar no ritmo. Saímos de manhã para trabalhar, o meu estágio está a correr lindamente apesar de ainda não ter começado com as formações que vou dar e as consultas aos miúdos ainda não estarem marcadas (a partir daí vou...mais ou menos... como vou dizer?... morrer para o mundo!)

Já tenho tema de tese de mestrado, mais tarde partilho isso.

Agora, aqui sentada no meu sofazinho a comer restos de sopa de cenoura que fiz ontem, quero partilhar a minha ida agridoce ao mercado. Primeiro, começar por dizer que ADORO praças e mercados. Sinto-me a fazer compras inteligentes e de qualidade. Acontece que a parte doce é que conheci a Dona Aurora, da bancada da fruta, que só me cobrou 4euritos por 5 pêssegos, 5 maçãs, 5 pêras e uma papaia. A parte amarga é que fui muito roubada na bancada dos legumes e nunca mais lá vou. Então não é que paguei 6 euros por 1kg de feijão verde, 1 courgette, 4 cenouras e 2 tomates?? Começa a render ir ao Pingo Doce...

Ah, e fiz-me de cínica e fingi que não sabia que a Júlia Pinheiro tinha um novo programa... queriam entrevistar-me, os moços! Tá-se mesmo a ver, a prova provada da minha domestiquice, a suar, de mochila às costas, na televisão desde a praça!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ele há coisas...

A vida é feita de encontros e desencontros... Falo de ti, Joana, bem-vinda ao blog (que não sei como descobriste). E obrigada por teres encontrado o que procuravas: a mim!

Sabem aquelas pessoas que conhecem na faculdade com quem são obrigadas a fazer trabalhos de grupo sabe lá Deus porquê, mas que quando acabam pensam "Chiça, esta vai ser mesmo boa Psicóloga!"?
A Joana é essa. Vai ser não, já é das boas! E muito embora eu e o Freud não partilhemos a mesma cama, adoro de vez em quando deixa-lo de pés destapados e deixar-se revelar. A Joana, pelo contrário, é daquelas corajosas que se dedicou a (tentar) compreendê-lo.


Ah, e a Joana, tal como eu, casou! Parabéns a nós, que mesmo sabendo que nos espera um mercado de trabalho moribundo ainda preferimos apostar no amor!

domingo, 26 de setembro de 2010

Rotina, que é isso?

Ola a todos!

Para aqueles mais optimistas que achavam que o meu silêncio se devia ao facto de ainda andar a passear o meu belo corpinho por esse mundo fora em lua-de-mel, desenganem-se!

Voltamos quase há uma semana e o cenário tem sido cinzento (as bolinhas cor-de-rosa!).

Se bem se lembram, no dia em que casamos a casa não estava pronta. Pelo que, enquanto estivemos em lua-de-mel não sabiamos bem o que nos esperava quando chegassemos. Chegamos do aeroporto muito baralhados por estarmos os dois a vir para o mesmo sítio, metemos a chave a porta e demos de caras com milhões de sacos e saquinhos. As nossas mães tinham vindo cá deixar tudo o que tinhamos para o nosso enxoval, mais o sofá, a cama, etc... Apesar de não termos dormido nada nessa noite (tinhamos feito México-USA-Portugal) deu-nos uma pica enorme e não queriamos parar enquanto não tivessemos a casa minimamente. E assim foi, porta sempre aberta, amigos a entrar e sair que nos queriam ver mas que acabavam por ir ficando a aparafusar isto e aquilo (e a Jo que me ajudou a desembrulhar e por a lavar todos os talheres!)...

E assim se passou a primeira semana em nossa casa: trabalhavamos durante o dia (mais as minhas aulas na faculdade) e a partir das oito da noite tinhamos a casa invadida por amigos a ajudar a montar tudo.

Não jantamos uma única vez sozinhos... ontem tivemos um casamento e finalmente hoje estamos os dois por aqui. Eu ainda de pijama, ele saiu para ir comprar panos e cola e mais não sei quê que era mesmo preciso.

Tarefas domésticas: tudo ok! 3 máquinas de roupa feita (há que por em dia tudo o que se sujou na lua-de-mel), cozinhar muito bem (marchou já um caldo verde, um franguinho no forno e uns biscoitos à minha moda!)... limpar é que não que eu cá não sou masoquista e enquanto ele me aparecer todos os dias com mais berbequins e caixotes eu não vou andar feita doida de rabo pro ar.

O MEO só vem na quarta-feira e por isso estamos limitados de net. Estou morta para comecar a escrever outra vez todos os dias e contar as nossas novas odisseias!

Wish me luck!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Hoooooney Moon

Maltinha fixe!

Como se anda ai pelas europas??

Por ca tudo bem, ainda casados!

Pois entao, NY foi optimo... 5 dias podiam ser demais mas nao foram. Porque fizemos questao de ser como eles e viver como eles... por isso andamos muito a pe e so raras excepcoes e que nos enfiamos no metro, como eles, porque taxia ta quieto, e preferivel gastar em compras (a esta hora ja perceberam que nao tenho acentos, certo?)

Pois bem, meteu de tudo. O turistico e o nao turistico, nao faltamos ao MoMa nem ao Museu de Historia Natural, passeamos no Central Park onde aqui a princesa arranjou as unhas (a mim propria, sim?) enquanto o principe lia (dormia) ao seu lado, fomos a uma celebracao Baptista toda em Gospel no meio do gueto em Harlem, em que ele se levantou e rezou por nos e toda malta: aaaaalleeeelluuuiiaaa!!, jantamos no restaurante mais animado da Broadway, petiscamos no restaurante do Seinfeld, bebemos frozen hot chocolate que a Oprah tinha aconselhado e, pasmem-se, ANDAMOS DE HELICOPETRO!!! Este e um resumo por topicos porque cada um deles tem uma piquena aventura que contarei ao longo do tempo para que o assunto nao se esgote...

Posso so dizer mais uma vez que a nossa cama tinha vista directa pro Empire State???

Agora chegamos ao nosso resort aqui em Holbox no Mexico... minha gente... o que e isto??? O paraiso! tenho mesmo de vir contar e mostrar mas agora nao que nao da muito jeito perder tempo na net... era so mesmo para dar noticias e dizer que qualquer semelhanca entre mim e uma baleia amolgada depois destes dias de Tudo Incluido e pura coincidencia!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

NY- 2nd day

Ola a todos!
Fala-vos o casalinho mais recente.
Perdoem-me a ausencia, mas devem calcular que a esta hora ja casei!

Estamos em NY, felicissimos, instalados num 16 andar com vista para o Empire State building. Porem, nao falamos das restantes condicoes do quarto!!

Sobre o casamento em si e o hotel das primeiras noites havemos de tecer consideracoes. Para ja, so queremos dar noticias a todos os nossos amigos e aos pais, que saibam que estamos muito felizes, a passear imenso e a aproveitar cada minuto.

O Diogo esta imparavel nas suas compras Minha Nossa!

E pronto, e isto. O rico dolarzinho nao da para nos estendermos muito mais. Aceitam-se comentarios, perguntas, encomendas e transferencias bancarias!

Agora vamos so ali almocar com vista para a Estatua da Liberdade!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

SPA PRECISA-SE!!!

Ninguém acredita o regabofe que tem sido.

Ele é almoços-enquanto-ainda-és-solteira, ele é comprar lençóis, ligar ao el corte ingles para apertar com eles sobre alguns presentes que queremos levantar antes (nomeadamente a mala de viagem, minha senhora não acha que íamos saltar a parte da lua-de-mel, pois não?). Deixar facturas e recadinhos para nos fazerem favores enquanto estamos em lua-de-mel, provas de vestidos, acertos de horários, visitas à quinta.... enfim...

Há uma cena óptima de pessoas que organizam casamentos.... se eu soubesse tinha poupado pra isso desde que nasci.

Dois apontamentos:

1- Pagamos hoje a nossa lua-de-mel todinha... tão catita a bolsinha, com bilhetes e bilhetinhos, vouchers e transfers... tudo no nosso nome (ou não, já que o Diogo passou a Diego!!)... vinhamos tão contentes embora o meu traje de calções, top e toalha debaixo do braço destoasse do resto dos trabalhadores da Torre do Colombo!

2- Fui ao Alegro (sim, ando a papar centros comerciais) e acabei no Jumbo onde me roubaram o carrinho, já cheio, enquanto o deixei para ir ao fundo de um dos corredores. Tudo por causa de um euro. A caminho da saída voltei a encontra-lo abandonado, mas cheio. Ao lado de uma senhora desvairada. É que ela também tinha o seu carrinho com um euro mas estava vazio, então fiquei a saber que o senhor gatuno era preguiçoso, e dava menos trabalho substituir o carrinho roubado do que esvaziar o meu!

sábado, 28 de agosto de 2010

BOUQUET!

Bouquet é, provavelmente, o segundo lugar das palavras que eu detesto mas que agora tenho de usar para ver se nos entendemos. Fui hoje tratar do meu.

Aliás, dos meus. Sabia de um mega contacto, a Orquídea Sapatinho, que fez o ramo de uma amiga minha por 12,50eur, preço record no mundo das noivas.

Tendo-me deitado ontem as 4.45 da manhã, vinda de um jantar na Comporta, às 9.00h já estava a pé porque era a única hipótese que tinha de ir tratar do ramo. Lá fomos nós, mãe e filha, para o Lumiar mas damos com o nariz na porta: a orquídea foi de férias.

Acabamos no básico dos básicos: a Decoflorália que é, de certeza e nós já sabiamos, o sítio mais caro de Lisboa, que abastece tudo e todos.

Lá fomos, lá consegui pedir os meus dois ramos para sexta-feira e da flor que eu queria (que não é a época delas) mais o saquinho das pétalas. Carote, 100eur o total, mas mesmo assim nada tão estrondoso como me tinham dito que seria um ramo de noiva.

É isto, vou pra festa do meu irmãozinho querido que faz 8 anos. E agora, ficam na dúvida se será parecido com o da fotografia! ahah




PS- Para a semana a esta hora já estou prontíssima!!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Viajar

Adoro. Adoro tudo. Adoro poder sair daqui, do meu dia-a-dia, tão meu, e confrontar-me com algo que não é só meu, que não é de ninguém, que é de todos. Esta possibilidade de rasgar as certezas das nossas opiniões, ver as realidades dos outros e que, também eles, têm muitas razões para se vestir de forma diferente, comer coisas diferentes, fazer coisas diferentes, pensar de forma diferente.

Para viajar não é só preciso ir. É também preciso deixarmos que viajemos. Viajar no tempo, na cultura, no sabor. Só assim, bem envolvidos, é que valerá a pena ter saído de casa. Só se mudarmos alguma coisa, por mais pequenina que seja, que nos faça sentir mais tolerantes, menos seguros, com mais vontade de rir, ou de chorar, que nos faça ser mais e voltar maiores.

E já ando toda contente por saber que este ano lá irei eu sentar-me num banco de metro a meter conversa, entrar numa casa para pedir um copo de água, dançar com o local divertido numa taberna, perguntar a um estranho no restaurante o que é que está a comer e pedir que me aconselhe... Tenho a lua-de-mel para partilhar tudo isto contigo (já para a semana!!) e depois ainda vamos a Amesterdão. Tenho muito a agradecer por me ser dada esta sorte.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

novo fundo!

Gostava mais do outro wallpaper, era mais a minha cara.

Mas, no meio da sua busca, encontrei este que acho mais veranil.
Depois quando mudarmos de estação volto ao original.

Já não podia era ver a coisa tão cinzenta!

Mineiros

Todos os dias tomo o meu (extenso) pequeno-almoço de televisão ligada na Sic Notícias. Mas devo mesmo andar tão distraída que só hoje é que ouvi as ditas, as notícias, como deve ser.

E fiquei mesmo impressionada com o que se passa com aqueles mineiros no Chile. Comecei por ficar assim quando ouvi que não sairiam antes do meio de Setembro mas, depois, a notícia era que agora foram informados que a data estimada era o fim de Novembro. Que horror. Três meses a viver debaixo da terra.

Estão a ser bem monitorizados, recebem comida e roupas, vão trocando correspondência com o exterior (houve até um que mandou uma carta a pedir a namorada em casamento!!)...
Vão-lhes mandar luzes a imitar a luz do dia, baralhos de cartas, dão-lhes instruções de higiene, um plano de exercício físico (não podem ter mais de 90cm de cintura no dia em que se prevê que o túnel para eles sairem estiver aberto)....

Mas, caramba, sempre são três meses a viver com mais 32 pessoas, debaixo da terra, numa pressão psicológica que a nada se compara. Aquilo não vai correr bem, e toda a força com que estão agora vai-se esgotando com o tempo... rezamos por eles.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ai ai mãezinha

Ontem ficamos umas 4 horas a trabalhar para o casamento. A fazer o placard onde se escrevem as mesas, a dar os nomes a todas as mesas e outras coisas mais que, por ser surpresa, não vou dizer aqui. Acontece que, quando tudo estava acabado, nos apercebemos que tinha estado a gravar sabe lá Deus onde.

Tinha tirado o ficheiro do meu email e fiz tudo a partir desse documento. Ia carregando em "gravar" no automático sem fazer "gravar como"...

Enfim, as 4 da manhã lá tinha acabado tudo outra vez.

Hoje segue tudo para imprimir.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sobre Roma

Na 5ª feira passada aterrei em Lisboa vinda da minha última viagem enquanto solteira. E não deixou de ser estranho pensar que um mês depois aterraria no mesmo aeroporto mas, dessa vez, chegada da minha lua-de-mel.

Desta vez fui a Roma com a minha Mãe. Não me canso de dizer o quanto adoro Roma e o quanto acho essa cidade a mais completa que existe: nela há espaço para história da humanidade, arquitectura, religião e moda... dificilmente não se encontra em Roma aquilo que se procura.

Foi uma viagem que não irei esquecer. Quatro dias daqueles em que não há nada, mas mesmo nada, que tenha sido mau ou menos bom.
Logo para começar, ficamos num hotel mesmo em cima da Scallinata. Uma categoria de localização, com um pequeno-almoço todos os dias com vista para os telhados romanos.




No primeiro dia e meio foi só comprar, comprar, comprar!!! A minha mãe ainda precisava de encontrar os sapatos para levar ao nosso casamento. Para além disso ainda andamos a completar o meu espólio de trapos a levar, agora que me caso.

Mas não se resumiu a esta vidinha fútil (ainda que prazerosa): andamos imenso a pé, voltamos a todos os sítios de Roma que nos são queridos, a todas as praças que nos enchem as medidas e entregamo-nos, mais uma vez, à imensidão (física e espiritual) da Basílica de São Pedro, na qual entreguei todos os anos do nosso casamento.

Agora, ao fim da 3ª ida a Roma e com a perfeita noção da cidade, ofereço-me publicamente para dicas aos viajantes.

Por agora, deixo-me ficar por Lisboa. O casamento está à porta.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

checking in

Voltei do Alentejo. Acabadinha de chegar de três dias de queijadas, empadas, pastéis de nata, feijoadas, vitelas e rosbife. Tão acabadinha que tenho aqui a mala meio aberta aos meus pés e ainda não me mandei a ela. Nem vou mandar. E porquê??

Porque daqui a 5 horas estarei a voltar a levantar este (lindo e elegante) rabinho da cama e rumarei ao aeroporto.

Até 5ª feira procurem-me por Roma, onde se passará a minha despedida de solteira de mãe e filha. Pois é. Tiramos 4 dias para estar só as duas. Fazer aquilo que sempre adoramos fazer as duas: passear, conversar horas, passear nas lojas, experimentar, comprar, ter ataques de riso e até mesmo (pasme-se quem nos conhece), passar horas sem dizer nada. Sempre soubemos respeitar muito bem o espaço uma da outra e os timmings de cada uma. Por isso é que as coisas sempre (ou quase) fluiram.

E assim será. Para os caros leitores a parte boa é que terão novas aventuras e novas fotografias daquela que é a cidade que me conquistou.

Até lá, contem os segundos destes últimos 18 dias solteira!!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

De volta

A razão do meu silêncio prende-se com o facto de ainda não ter decidido se falo dos três dias mais divertidos da minha vida (que foram a despedida de solteira), ou se desabafo acerca do modo como esta acabou.

Acho que posso começar e logo vejo onde é que acabo. Se entretanto os olhos se encherem de lágrimas, eu paro. E volto depois.

Pois então, naquele dia 3, fui enfiada num carro com um grande letreiro a dizer "Despedida de Solteira". Rapidamente percebi que não era só eu que não sabia o destino. Elas também tinham apenas uma ideia. Muito ligeira. O que me foi dito é que seria a verdadeira despedida de solteira porque nunca mais me meteria num carro com elas apenas com um mapa, uma panela e uma tenda. E é bem verdade.



A primeira paragem foi em Tavira para a J. subir a bordo. Ficava completo o quarteto fantástico!

Rumamos a Espanha e aterramos em Sevilha. Nunca tinha estado em Sevilha e adorei. Facílimo encontrar um Hostel para dormir. Bem em conta (12euros) e em pleno centro da cidade, a um minuto a pé da Catedral.


Nessa noite fui obrigada a sair para jantar e beber um copo vestida de Sevilhana (dadas autorizações para rir)


Foi muito divertido. Exageramos nas Tapas e na Sangria. Andamos divididas entre dois bares enquanto experimentamos as melhores caipirinhas de toda a história. Ainda fomos à dita discoteca badalada, Cassino, mas estava às moscas.

Segundo dia: mandaram vestir bikini e calções. E foi-me dito que era dia de fazer tudo o que as crianças fazem, voltar a ser menina. Conclusão: dia passado no AquaPolis, um parque aquático. Tão divertido. De repente ali estavam 4 crianças de 23 anos, a subir rampas a correr com boias debaixo dos braços e a descer escorregas aos guinchinhos. Para quem nunca foi, na sua vida adulta, a parques aquáticos com as amigas, o meu conselho é que não deixe escapar.
Por volta das 8 da noite pusemo-nos a caminho do próximo destino. Era Conil de La Frontera, onde nos foi dito que havia boa noite. Perdemo-nos (como já era de esperar) e ainda tivemos uma cena caricata: paramos num sítio sinistro para pedir informações e quando quisemos arrancar o carro não pegava. Mega ataque de riso e de nervos, que só víamos gente duvidosa por todo o lado.
Chegamos a Conil por volta da meia-noite (atenção: 4h depois, para um caminho que se faz em hora e meia), ainda tentamos encontrar um sítio para ficar mas estava tudo cheio. Ver as ruas todas cheias de gente (gira) animada já nos estava a irritar. Paramos num parque de estacionamento de terra e foi mesmo ali que comemos qualquer coisa, mudamos de roupa e fomos para a noite. Desta feita tive de ir de véu na cabeça.

Foi uma bela paródia. Chegamos ao carro as 7 da manhã. O que diz tudo. Dormimos uma horas e por volta das 13h rumamos ao próximo destino. Era Tarifa. Em vez de apanharmos a auto-estrada, decidimos fazer a costa. Caminhos brutais e paisagens lindas.


Em Tarifa pagamos o parque de campismo, montamos tendas, fizemos almoço, dormimos um bocadinho e fomos para a praia dormir outro bocadinho. Acabamos a tarde na vilazinha, fomos ao supermercado, fizemos o jantar e fomos para a noite.
Desta vez, tive de ir com o meu véu, um mealheiro na mão e um cartaz muito sugestivo a pedir ajuda para a lua-de-mel. Alvo de risadas e provocações a noite toda mas ainda fiz uma boa quantia que me vai saber pela vida em NY!
Chegamos a tenda as 8 e tal da manhã. Dormir até as 14h e rumamos a Gibraltar. Onde fomos à ponta da Europa, onde experimentamos vestidos em lojas e onde acabamos a brincar com os macaquinhos.


A viagem estava longe de chegar ao fim, mas a vida é imprevisível e temos de estar sempre prontos para que mude de um segundo para o outro. Foi o que nos aconteceu, no caminho de volta para tarifa, tivemos um acidente brutal, sobre o qual não me apetece falar agora, nem hoje. Nem sei se me vai apetecer algum dia contar isso aqui. Quem sabe.


E pronto. Foi isto. Tenho estado de cama os últimos dias obrigada a repouso. Vou hoje fazer uma TAC. E à noite sigo para descansar no Alentejo. Até domingo.
Vi que foi cancelado o meu wallpaper e por agora fica mesmo cinzento, que não tenho cabeça para me pôr com mariquices.

Informo, também, que este blogue não irá aderir ao acordo ortográfico!

E obrigada a todos os que continuam a ler este blogue, mesmo perante a minha ausência.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

a modos que é isto

Não, este blogue não morreu. E sim, continuo a adorar que tenha visitas mesmo quando não escrevo nada.

Fui para vilamoura. Foram as últimas férias com Mãe e irmãos debaixo do estado civil de solteira. E na sexta apanhei um autocarro de 4horas para Lisboa, no sábado acordei cedo, lavei, penteei e vesti e rumei para um casamento em Alcobaça. Saí cedo e à meia-noite já estava outra vez em Vilamoura a dar um granda beijinho de parabéns à minha irmã.

Ontem namorei imenso, fizemos juntos o jantar de anos e agora ja cheguei outra vez a Lisboa.
Fazer uma mochila a correr que amanhã as 10h serei apanhada e levada pelas madrinhas para parte incerta.

!!!!!